A equipe de especialistas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV) baixou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 de 1,5 por cento para 1,3 por cento, após o anúncio de revisões dos dados de 2016 e 2017 por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2019, o Ibre/FGV projeta avanço de 2,4 por cento no PIB, em seu cenário base.
Segundo a pesquisadora Silvia Matos, que apresentou os dados nesta segunda-feira, 10, em palestra durante seminário de análise de conjuntura do Ibre/FGV, quando se olha as revisões desagregadas feitas pelo IBGE, o PIB de 2017 ficou “um pouco mais benigno, não foi só agropecuária”.
Para Silvia, a tendência é o consumo das famílias ser o motor da economia em 2019. O Ibre/FGV projeta avanço de 2,5 por cento no consumo das famílias no próximo ano.
O quadro atual é desfavorável para a dinâmica de emprego e renda, mas a expectativa é que haja uma melhora gradual. As projeções do Ibre/FGV apontam taxa de desemprego ainda elevada, caindo de 12,2 por cento, conforme estimativa de 2018, para 11,9 por cento em 2019, enquanto o mercado de trabalho poderá terminar o próximo ano com de 700 mil a 800 mil empregos formais criados, ante os 406 mil esperados para este ano.

