O Brasil teve deflação de 0,21% em novembro, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (07) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Foi a menor taxa do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) desde junho de 2017 e a menor taxa para o mês de novembro desde a implantação do Plano Real em 1994.
O último Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (03), mostra que os economistas do mercado financeiro já esperavam uma queda da inflação, mas não tão intensa: -0,07%.
A energia elétrica foi a maior responsável pelo tombo. Os preços caíram 4,04% em novembro e responderam por um impacto de -0,16 ponto percentual na taxa final.
O grupo Transportes, que havia tido o maior impacto positivo em outubro, mudou de direção e teve queda de 0,74% e impacto negativo de 0,14 ponto percentual.
“A queda nos combustíveis foi causada, principalmente, pela gasolina, que caiu 3,07%. Foi o segundo maior impacto negativo individual, que foi 0,15 ponto percentual. A Petrobras reduziu em 24% o valor cobrado nas refinarias. E uma parte disso foi repassada para o consumidor final”, explica o analista de Índice de Preços, Pedro Costa, em nota do IBGE.
Dos nove grupos ´pesquisados, cinco tiveram queda no mês. Além dos Transportes, eles são Habitação (-0,71%), Vestuário (-0,43%), Saúde e Cuidados Pessoais (-0,71%) e Comunicação (-0,07%).
Andre Perfeito, economista-chefe da corretora Spinelli, diz que a “surpresa baixista” reforça a perspectiva de manutenção dos juros em 6,5% ao longo de 2019, posição também defendida pelo banco Itaú em reunião nesta semana.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne na terça-feira (11) pela última vez no ano e vai anunciar a decisão sobre a Selic na quarta-feira (12).

