Enquanto o dólar mostra volatilidade, a Bovespa se firmou em alta nesta sexta-feira, 30, e no começo da tarde bateu a máxima histórica, chegando aos 90 mil pontos, apesar da queda dos futuros de Nova York e do petróleo.
Já o dólar, por volta das 12h, tinha leve alta ante o real, comercializado aos R$ 3,8791, em alta de 0,67%, enquanto que os juros futuros operavam com expectativa de baixa e com volume de negociações reduzido.
Às 11h49, o Ibovespa subia 0,33%, aos 90.007,88 pontos, na máxima. O DI para janeiro de 2021 recuava para 7,93%, de 7,95% no ajuste anterior. Em NY, o Dow Jones futuro recuava 0,24% e o S&P500 futuro cedia 0,16%.
Os mercados locais operaram com fôlego limitado ao longo de toda a manhã, na ausência de um condutor forte para os negócios e com investidores à espera de alguma novidade positiva sobre a relação comercial entre Estados Unidos e China. Mas qualquer avanço entre as duas potências só irá repercutir na segunda-feira, visto que os presidentes dos dois países se encontram amanhã à noite, após a reunião do G20.
Na Bolsa, as ações da Petrobrás tinham alta moderada (+0,29% ON e 0,52% PN), na contramão do recuo de mais de 1% do petróleo. Os papéis da Vale também tinham alta modesta. Já as ações da Eletrobras caíam mais de 4%, em processo de ajuste após ganhos fortes nos últimos dias, refletindo, em parte também alguma decepção com a indicação do almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior, para o ministro de Minas e Energia, segundo apurou mais cedo o Broadcast.
No final desta manhã, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou durante a reunião dos Brics no G20, em Buenos Aires, que medidas como sanções levam à "contração de laços econômicos" e que a solução para questões comerciais deve ser alcançada por meio do diálogo.

