As contas do setor público acumulam um déficit primário de R$ 14,424 bilhões no primeiro semestre, o equivalente a 0,43% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central. A meta de déficit primário do setor público consolidado considerada pelo governo é de R$ 161,3 bilhões para 2018.
O déficit fiscal no primeiro semestre pode ser atribuído ao rombo de R$ 28,718 bilhões do Governo Central (0,86% do PIB).
O chefe-adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Lemos, disse que o déficit primário do setor púbico consolidado de R$ 13,491 bilhões em junho foi o melhor resultado para o mês desde 2016, devido ao aumento da arrecadação e à redução de gastos no mês passado.
“Na comparação com junho do ano passado, houve alta e 2% nas receitas e retração de 1,1% nas despesas”, apontou. Em junho do ano passado, o déficit primário do setor público foi de R$ 19,552 bilhões.
O economista do BC evitou comentar como o rombo primário de R$ 14,424 bilhões no primeiro semestre alcançará a meta de déficit do setor público de R$ 161,3 bilhões deste ano. “Cabe ao Tesouro Nacional comentar a execução fiscal”, limitou-se a responder.
Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 13,214 bilhões (0,39% do PIB) no primeiro semestre. Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 9,860 bilhões, os municípios tiveram um saldo positivo de R$ 3,353 bilhões. As empresas estatais registraram um resultado positivo de R$ 1,080 bilhão no período.
