Economia

Arrecadação do Estado fica R$ 1 bilhão abaixo do estimado no 2º quadrimestre

O Estado encerrou o segundo quadrimestre de 2017 com retração de cerca de R$ 1 bilhão na arrecadação. A receita bruta no período (maio-agosto) foi de R$ 12,631 bilhões e o valor previsto na LOA (Lei Orçamentária Anual) é de R$ 13,643 bilhões.

Os números foram apresentados nesta terça (10) pelo secretário de Fazenda, Gustavo Oliveira, em audiência na Assembleia Legislativa. Houve baixa de 7,4% em relação à estimativa.

A maior fonte de arrecadação do Estado continua sendo o Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS). Nesse período, arrecadou R$ 5.555,8 bilhões, montante menor 5,2%, se comparado com o previsto na LOA/2017, que foi de R$ 5.862,0 bilhões.

Oliveira afirmou que os números do segundo quadrimestre mostram os aumentos dos gastos com saúde, segurança e educação. Ele projeta que o Estado deva elevar esses gastos nos últimos meses desse ano. O secretário explicou também que houve frustração nos repasses de recursos da União para o Mato Grosso.

“Isso mostra um grande esforço do Tesouro do Estado para cumprir essas lacunas. Os números mostram ainda o aumento com a despesa com o pessoal de forma acumulada, acima do crescimento da receita tributária do Estado. Essa é outra preocupação dos indicadores econômicos do governo nesses últimos dois anos”, disse Oliveira.

Ainda segundo o secretário, o Estado “dificilmente terá condições de caminhar financeiramente sozinho”, sem a transferência do FEX (Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações) pelo governo federal.

Conforme a Secretaria de Fazenda (Sefaz), sem o aporte, não será possível executar as operações de créditos previstas LOA.

Nos últimos oito meses, o total da transferência realizada pela União foi de R$ 2,599 bilhões. A maior fatia coube ao Fundo de Participação do Estado (FPE), de R$ 1,314 bilhão. O valor repassado do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi de R$ 872,9 milhões. Enquanto os recursos destinados para o Sistema Único de Saúde (SUS) foi de R$ 149,1 milhões.

O relatório mostra ainda que o Estado arrecadou com o Fundo do Estado de Transporte e Habitação (Fethab) R$ 1,020 bilhão. A previsão do governo era arrecadar R$ 966,3 milhões. A diferença entre o previsto e o realizado foi maior em 5,6%. Mas se comparado com o de 2016, houve aumento de 66%. No ano passado, o montante arrecadado foi de R$ 614,5 milhões.

Despesas

Conforme a Sefaz, a despesa total ficou na casa dos R$ 10,956 bilhões. O previsto na LOA/2017 era de o governo arrecadar R$ 12,408 bilhões. Entre a previsão de receita e o que foi realizado ficou menor em 11,7%.

O gasto com a folha de pagamento e encargos sociais ficou em R$ 6,522 bilhões. Enquanto o previsto pela LOA/2017 foi de R$ 6,443 bilhões. Já os juros e encargos da dívida pública chegaram a R$ 213,8 milhões e o previsto foi de R$ 159,6 milhões. Com a amortização da dívida o governo pagou R$ 391,2 milhões.

O total de repasses do Executivo para outros Poderes – de janeiro a agosto – foi de R$ 1,426 bilhão. Para a Assembleia Legislativa foi de R$ 299 milhões; para o Tribunal de Justiça foi de R$ 598 milhões; para o Tribunal de Contas do Estado foi de R$ 223 milhões; para o Ministério Público do Estado (MPE) foi de R$ 234 milhões e para a Defensoria Pública foi de R$ 72 milhões.

Nesse período, o governo gastou com saúde, educação e segurança o montante de R$ 4.158,9 bilhões – saúde R$ 797,9 milhões; educação R$ 1,841 bilhão; segurança R$ 1,518 bilhão. 

Redação

About Author

Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

Você também pode se interessar

Economia

Projeto estabelece teto para pagamento de dívida previdenciária

Em 2005, a Lei 11.196/05, que estabeleceu condições especiais (isenção de multas e redução de 50% dos juros de mora)
Economia

Representação Brasileira vota criação do Banco do Sul

Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela, além do Brasil, assinaram o Convênio Constitutivo do Banco do Sul em 26