O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta sexta-feira (22) que a decisão sobre o fim ou continuidade do horário de verão vai considerar "resultados econômicos". O governo confirmou que está estudando acabar com o horário de verão após verificar que a economia de energia com a medida é aquém do esperado.
“Eu gosto do horário de verão, acho uma boa coisa. Evidentemente tem que se fazer cálculos. Isso é uma questão das autoridades da área específica de ver exatamente o que acontece de fato de economia de energia. É uma questão que tem que ser decidida de uma forma bastante realista e levando em consideração os resultados econômicos, independente de gostar ou não”, afirmou Meirelles em entrevista coletiva nos Estados Unidos.
Horário de verão em análise
A reavaliação da medida – de acordo com especialistas ouvidos pelo G1– se baseia em estudos recentes do ministério, que mostram "efetividade decrescente" do horário de verão nos últimos anos. Segundo esses relatórios, o perfil de consumo da energia elétrica mudou e, com isso, a mudança do relógio economiza cada vez menos energia.
Se nada for anunciado nas próximas semanas, o horário de verão deve entrar em vigor no dia 15 de outubro, em dez estados e no Distrito Federal. Nessas regiões, o relógio deve ser adiantado em uma hora até o dia 18 de fevereiro de 2018.
Comércio
O fim do horário de verão, que está em estudo pelo governo federal, pode impactar negativamente o movimento de bares e restaurantes, afirmou ao G1 o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP), Percival Maricato. Segundo ele, o movimento dos bares aumenta 20% no verão.
"Acredito que sem o horário de verão o movimento pode cair um pouco ou deixar de crescer", disse.
Maricato negou que a entidade vá fazer uma campanha em prol do horário de verão. "Não vamos fazer um movimento corporativo. É uma decisão técnica, que tem mais a ver com questões de meio ambiente e economia de energia", afirmou.

