Economia

Monitor do PIB da FGV mostra fim da recessão na economia

A economia brasileira apresentou crescimento em todas as bases de comparação, segundo dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (18). "Estas taxas apontam claramente para o fim da recessão”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Em julho na comparação com junho, houve crescimento de 0,1%, após ter avançado 0,4% em junho na comparação com maio. Desde outubro de 2016, é a sétima taxa mensal positiva entre as 10 transcorridas até julho, segundo a FGV.

Já no trimestre móvel de maio a julho, o avanço foi de 0,6% ante o trimestre de fevereiro a abril. Na comparação com julho de 2016, houve aumento de 1,3%.

Em relação ao trimestre de maio a julho de 2016, o PIB apresentou crescimento de 1,1%. Nesta base de comparação, os destaques positivos vieram da agropecuária (11,7%), extrativa mineral (4,5%), indústria de transformação (1,6%) – primeiro resultado positivo desde o primeiro trimestre de 2014 -, comércio (3%), transportes (2,4%), outros serviços (1,5%) e serviços (0,7%) – neste último caso, o crescimento veio após 30 meses consecutivos de queda. O único segmento que veio negativo foi o da construção (-6,8%).

O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o PIB brasileiro em volume e em valor, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE.

Em termos monetários, o PIB acumulado em 2017 até o mês de julho, em valores correntes, alcançou a cifra aproximada de R$ 3,778 trilhões.

Veja o desempenho do PIB por setores:

Consumo das famílias

O consumo das famílias apresentou crescimento de 1,9% no trimestre terminado em julho em relação a mesmo período de 2016 – segunda variação positiva após registrar 28 trimestres móveis consecutivos de queda. O consumo de bens não duráveis cresceu 1%; o de semiduráveis, 8,6%; e o consumo de duráveis, 7,7%. A menor taxa foi a de serviços (+0,2%), que cresceu após 26 trimestres móveis consecutivos de queda.

Investimentos

A formação bruta de capital fixo, que mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens, apresentou retração de 4,5% no trimestre terminado em julho em relação a mesmo período de 2016. O desempenho do componente de máquinas e equipamentos voltou ao patamar positivo (3%). Já o componente de construção continua com forte queda (-9,7%).

Exportação

A exportação apresentou crescimento de 5,7%, com destaque para o desempenho da exportação dos produtos da agropecuária (+8,1%) e da extrativa mineral (+31,4%).

Importação

A importação caiu 1,8% no trimestre terminado em julho em relação a mesmo período de 2016, com destaque para o desempenho negativo dos bens de capital (-43,8%) e o desempenho positivo de bens de consumo semiduráveis (+53,8%). Já a importação de bens intermediários subiu 10,9%, e de bens de consumo não duráveis, 10,1%.

Bens de capital

São aqueles usados na produção de outros bens, como máquinas, equipamentos, materiais de construção, instalações industriais.

Bens intermediários

São os comprados de outra empresa para o processo de produção, como uma bobina de aço adquirida de uma siderúrgica para a fabricação de um automóvel.

Bens de consumo duráveis

São aqueles que podem ser utilizados durante longos períodos, como automóveis e geladeira.

Bens de consumo semi-duráveis e não duráveis

Os semi-duráveis podem ser considerados os calçados e as roupas, que vão se desgastando aos poucos. Já os não duráveis são aqueles feitos para serem consumidos imediatamente, como os alimentos.

Redação

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