Política

Taques diz que repasses a hospitais filantrópicos vão ser suspensos

O governador Pedro Taques disse que irá suspender repasses financeiros para hospitais filantrópicos em Mato Grosso por falta de condições de ajudar a gerenciar os serviços. Segundo ele, o Estado não tem obrigação legal de transferir recursos para as unidades e a colaboração feita, durante três meses, foi por decisão própria.

“No mês de julho, o Estado pagou R$ 100 milhões para a saúde, tão que não se vê problemas nos hospitais regionais nos últimos 20, 25 dias, exceto nos filantrópicos. Mas, o Estado não tem condições [financeiras] e nem obrigação legal de repassar para os filantrópicos. Nós fizemos durante três por um acordo que fizemos com ele. Nós não temos condições”, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (7).

Quatro hospitais filantrópicos de Mato Grosso fecharam as portas na segunda-feira (5), com alegação de “total falta de capacidade financeira” para continuar atendimentos a pacientes do SUS. A paralisação envolve os hospitais Santa Casa de Cuiabá, Santa Casa de Rondonópolis, Hospital Santa Helena e Hospital Geral Universitário (HGU).

Elizabeth Meurer, presidente da Federação das Santas Casas e dos Hospitais Filantrópicos de Mato Grosso (Fehosmt), disse que a entidade desde 2015 vem expondo ao governador do Pedro Taques (PSDB) todas as dificuldades na manutenção das suas instituições, em virtude da defasagem da tabela do SUS, e os constantes atrasos nos pagamentos.

Em 2015, segundo Meure, após diversas tratativas o governo concedeu em caráter emergencial um custeio por três meses até que os custos fossem realmente apurados por meio de uma consultoria especializada na área da saúde indicada pelo governo.

Segundo ela, os hospitais filantrópicos são responsáveis por 85% dos atendimentos aos usuários do SUS em Mato Grosso e a maior preocupação é o atendimento à população com qualidade e eficiência.

“Infelizmente vimos comunicar à população que necessita do atendimento pelo SUS que não temos outra saída a não ser a paralisação para que não haja comprometimento na qualidade do atendimento o que mais prezamos em nossas instituições”.

Em resposta, a Secretaria de Saúde (SES) negou que haja dívida com hospitais filantrópicos que programaram a suspensão de atendimento para a próxima segunda-feira (7) em Cuiabá e Rondonópolis. A secretaria contestou a nota divulgada pela Federação dos Hospitais Filantrópicos de que, desde 2015, a entidade vem expondo ao governador do Pedro Taques (PSDB) “todas as dificuldades na manutenção das suas instituições”, em virtude da defasagem da tabela do SUS e “constantes atrasos nos pagamentos”.

Ainda conforme a SES, no ano passado o governador Pedro Taques acertou fazer repasses emergenciais para os hospitais durante três meses. Foram repassados R$ 2,5 milhões em dezembro de 2016, janeiro e fevereiro de 2017, transferência que somaram R$ 7,5 milhões. 

“O valor mensal era para ser dividido entre a Santa Casa de Rondonópolis, e mais os hospitais de Cuiabá: Santa Casa, Santa Helena, HGU (Hospital Geral Universitário) e Hospital do Câncer. Na época o governador chegou a sugerir que os hospitais usassem parte dos recursos para contratar uma consultoria que os ajudasse na reestruturação e também na gestão”.

Redação

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