“Nossa luta é por um shopping do artesanato, um lugar fixo, para que a gente não fique como cigano, andando pra lá e pra cá”. A frase dita pela artesã Ermelinda Maria da Silva, que há mais de 30 anos vive da comercialização dos produtos que cria, revela o desejo de outros tantos trabalhadores que estão na mesma batalha.
Recentemente, em evento alusivo ao Dia do Artesão, que reuniu cerca de 100 artesãos, eles manifestaram a angústia e o desejo de conquistarem um espaço para expor os produtos ao secretário-adjunto de Empreendedorismo e Investimentos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Leopoldo Mendonça.
Também solicitaram a necessidade de cursos de capacitação. Em Cuiabá, são 5.058 artesãos cadastrados no Programa de Artesanato Brasileiro (PAB) e 1.388 manualistas, que são aqueles que fazem trabalhos manuais.
“É uma demanda justa, são produções e estilos diversificados que merecem nosso respeito e o devido valor. É um potencial que tem fluxo na medida em que encontrar esse canal de fazer chegar até o consumidor, especialmente turistas. No entanto, cada um acaba tendo que correr atrás para comercializar e fazer sua renda. Estamos estudando algumas possibilidades, além da participação deles em feiras e eventos”, disse Leopoldo, que esteve presente na reunião.
O que pleiteiam é uma vitrine para expor os produtos. “Um local com movimento, portanto, tem que ser um espaço que demande eventos, ou seja, condições de visitação”, opinou a artesã.
Uma das alternativas para expor o artesanato seria a Orla do Porto. O local tem sido palco de diversas atrações e recebe a visitação da população local e turística. A organização demandaria estrutura padronizada e segurança no local, para que os produtos permanecessem no espaço, sem ter que ser retirado no encerramento das atividades. Nesse sentido, já existe um contato com gestores da Prefeitura de Cuiabá, que sinalizaram positivamente, e a opção está sendo estudada.
Com Assessoria



