O secretário de Cidades (Secid), Wilson Santos, garantiu a uma comissão integrada por vereadores da Capital que o conjunto de casas localizadas na região conhecida como “Ilha da Banana” poderá ser demolida em 30 dias. O grupo realizou uma vistoria no local na última quinta-feira (09). em 30 dias.
Em cerca de uma hora e meia o grupo percorreu os casarões abandonados da Ilha da Banana e no Centro Histórico, precisamente na rua Galdino Pimentel. Subiu ainda as escadarias do Morro da Luz.
Em novembro de 2016 a equipe do Circuito Mato Grosso fez uma incursão na Ilha da Banana, sem apoio policial. O intuito era descobrir o que havia por entre os corredores dos escombros e lá encontrou seres humanos doentes necessitando de tratamento especializado.
Hoje, o conjunto de cerca de 15 imóveis da Ilha das Bananas, representa insegurança para toda sociedade, pois se transformou em um local de abrigo de usuários que, em sua grande maioria, praticam furtos e roubos nas ruas do Centro Histórico e em pontos de coletivo da região.
Mas apesar da possibilidade de demolição das casas, a Secid disse que só poderá ocorrer depois que os moradores de rua tenham sido retirados dos prédios que ocupam.
A Secretaria Municipal Assistência Social no processo será responsável por fazer o cadastramento dos moradores de rua e usuários, para que possam ser incluídos em programas que os retirem das ruas.
Segundo assessoria da Secid, a Superintendência de Desapropriações confirmou que há um empenho por parte da Secretaria de que as demolições ocorram em 30 dias. Porém, ainda há pendências jurídicas envolvendo proprietários de imóveis
Desde o mês de março de 2016 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) autorizou a demolição de 15 imóveis da Ilha conhecida como Largo do Rosário. Alguns moradores antigos ainda resistem a retirada, após as desapropriações.
Determinação judicial
Em dezembro de 2016, a Justiça Estadual determinou a saída de um morador da Ilha da Banana para início do processo de desobstrução da área por onde deverá passar o traçado do VLT (Veículo sobre Trilhos).
O local integra o plano de instalação de trilhos para VLT do segundo traçado do trajeto, do terminal no contorno do Tijucal à Prainha.
O processo de desocupação se arrasta desde o governo de Silval Barbosa, quando teve início a execução de projeto de obras da Copa. Ao todo, 15 imóveis devem se desapropriados na ilha para instalação de trilhos.
Fonte: Gazeta Digital
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