Política

Emanuel diz ter herdado mais de 25 obras abandonadas na área da saúde

Foto: Willian Matos

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) pediu a compreensão da população da Capital quanto ao lançamento de novas obras em sua gestão. De acordo com o peemedebista, o lançamento de novas construções nas áreas de saúde, educação e infraestrutura só será feito após ele destravar todas as obras paralisadas, herdadas do ex-prefeito Mauro Mendes (PSB).

Só na área da saúde, de acordo com Emanuel, são mais de 25 obras que pararam antes da conclusão.

“A Prefeitura está fazendo um programa de combate às obras paralisadas. Não vamos lançar nenhuma obra nova enquanto não resolvermos os problemas dessas obras abandonadas”, disse Emanuel, durante visita a setes obras inacabadas, na manhã desta terça-feira (7).

“Não tenho como investir novos recursos se temos várias obras paralisadas e estamos com uma situação muito apertada do erário. A população vai entender, pois estamos agindo com seriedade e responsabilidade”, completou.

O prefeito chegou a criar uma comissão para fazer um levantamento de todas as obras inacabadas no município.

“Basicamente [as obras paradas] são nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. Estamos fechando este levantamento e planilhando tudo, pois vamos encaminhar a Rede de Controle [da Gestão Pública] – grupo ligado ao Tribunal de Contas do Estado – e buscar aderir ao programa do Governo federal de apoio a retomada de obras paralisadas”, afirmou. 

Conforme Emanuel, na área da saúde, a maioria das obras ainda tem recursos guardados nos cofres da Secretaria Municipal de Saúde, no entanto, insuficientes para a conclusão das construções.

“Obra paralisada é mais cara. Por isso temos que achar alternativas, pois não temos recursos próprios. Vamos buscar apoio do Governo Federal, pois muitas dessas obras encareceram. Hoje nós temos que gastar duas vezes o valor inicial, para resolvermos problemas”, disse.

Perder recurso

Emanuel disse que os recursos já repassados a Prefeitura correm o risco de serem tomados do Ministério da Saúde, caso o Executivo municipal não retome os serviços nas obras.

“Tenho até o dia 17 de março para poder resolver o problema das obras da saúde. Caso contrário, o Ministério toma o dinheiro que já está na conta da Prefeitura e anula o convênio dessas obras”, declarou.

“Dessas obras da secretaria de saúde são  em torno de R$ 20 bilhões [em caixa]. Conseguimos prorrogar o prazo até 17 de março e estamos tentando novo prorrogamento para 17 de abril, para podermos encontrar uma solução. Caso contrário, nós vamos perder tudo o que já foi feito”, pontuou.

Redação

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