Os trens voltaram a circular nas duas vias da Linha 12-Safira da CPTM mais de 24 horas depois que um trem descarrilou na altura da estação Itaim Paulista, na Zona Leste da capital, informou o Bom Dia São Paulo desta sexta-feira (24). Esse foi o terceiro descarrilamento no sistema de transporte público neste mês.
O descarrilamento ocorreu por volta das 1h30 de quinta-feira (23) na via no sentido Brás, quando a composição seguia vazia para a garagem. A rede aérea de energia da linha foi afetada e a circulação dos trens ficou interrompida durante todo o dia.
Os trens funcionaram com velocidade reduzida, já que apenas a via sentido Calmon Viana estava disponível. Ela foi usada alternadamente para atender também os trens no sentido Brás.
Na manhã de quinta, a operação Paese foi acionada para transportar os passageiros no trecho afetado. De acordo com a EMTU foram disponibilizados 80 ônibus, sendo 60 entre as estações Itaim Paulista e Calmon Viana, e 20 entre Calmon Viana a Manoel Feio.
A volta para casa foi desgastante para os passageiros, que tiveram que enfrentar estações cheias, filas e baldeações. No fim da tarde de quinta, a CPTM conseguiu remover o trem dos trilhos, mas a via continuou bloqueada, já que a rede elétrica foi danificada com o acidente.
Às 5h20 desta sexta, a Linha 12-Safira ainda apresentava problemas, e os trens circulavam com intervalos maiores entre as estações Calmon Viana e Itaim Paulista. As estações ficaram cheias. Neste horário, as equipes técnicas haviam liberado uma das duas vias e inspecionavam o sistema para religar as chaves de energia.
Às 5h50, a CPTM informou que o trabalho foi concluído, que a via que faltava liberar estava funcionando e que a operação havia sido normalizada.
A Linha 12-Safira liga o Brás, no Centro de São Paulo, a Calmon Viana, em Poá, na Grande São Paulo. A linha atende 250 mil passageiros por dia.
3º descarrilamento
Esse foi o terceiro descarrilamento no sistema de transporte público neste mês. Apesar de informar que descarrilamentos de trens são raros, o Metrô de São Paulo registrou dois casos de composições que saíram dos trilhos no período de 15 dias. Não há informações sobre passageiros feridos nesses acidentes.
O primeiro descarrilamento ocorreu no dia 7 de fevereiro, na Linha 3-Vermelha do Metrô, a mais movimentada, na Zona Leste da capital paulista. O segundo caso foi na terça-feira (21), na Linha Lilás, a menor do sistema, na Zona Sul.
"O Metrô de São Paulo é o mais seguro do mundo. Casos de descarrilamentos são raros. Tivemos dois casos em 20 dias; é raro. Os nossos processos são regulados por normas internas e obedecem os mesmos patamares,os mesmos requisitos de outro metros do mundo", declarou Gioia Júnior, diretor do Metrô.
Fonte: G1



