O que deveria ser apenas um momento de celebração social no Casamento Comunitário deste domingo (23), em Cuiabá, acabou se tornando o epicentro da política mato-grossense. Uma declaração da primeira-dama, Virginia Mendes, jogou luz sobre o segredo mais mal guardado do Palácio Paiaguás: a saída definitiva do governador Mauro Mendes em abril para a disputa ao Senado.
O Deslize no Microfone
Ao dirigir-se aos presentes, Virginia adotou um tom emocional de encerramento de ciclo. Em sua fala, afirmou categoricamente que o casal estaria se “despedindo” e que, em abril, deixariam o comando do governo estadual. A percepção imediata do impacto da frase gerou uma tentativa de correção — a primeira-dama tentou suavizar a afirmação logo em seguida, alegando que ainda não havia uma definição oficial.
No entanto, para quem circula nos corredores do poder, o recuo foi apenas protocolar.
A Confirmação que Faltava
Embora Mauro Mendes venha mantendo uma postura de cautela pública, evitando cravar sua saída, os movimentos de bastidores já apontavam para a desincompatibilização. A fala de Virginia apenas oficializou o que a legislação eleitoral já impõe: para concorrer em 2026, o governador precisa renunciar ao cargo até o início de abril.
Análise do Cenário: O tom de “despedida” utilizado pela primeira-dama sugere que a decisão não está apenas tomada, mas que o processo de transição já está em curso dentro do núcleo duro do governo.
O Tabuleiro em Movimento
A declaração altera o ritmo das articulações políticas no estado. Com a confirmação (mesmo que velada) da data de saída, os aliados agora focam na estruturação da sucessão e no fortalecimento da chapa que levará o governador rumo ao Congresso Nacional. Se o plano era manter o suspense por mais algumas semanas, a sinceridade da primeira-dama antecipou o relógio eleitoral em Mato Grosso.


