A Vigilância Epidemiológica Estadual divulgou nesta quarta-feira (4) um relatório sobre a hanseníase que identificou 48 casos em Canarana, a 838 km de Cuiabá.
De acordo com os dados do relatório, após detectar um caso da doença na cidade, a equipe passou a monitorar o local e agentes municipais de saúde passou a buscar por outros possíveis casos. Os trabalhos levaram um período de seis meses e visitas técnicas foram realizadas nas comunidades de: Culuene, Garapu, Matinha Serra Dourada e Assentamento Suiá e nas Unidades de Saúde: PSF Bela Vista, PSF Pioneiro, PSF Mutirão, PSF Tropical e PSF União.
Os pacientes diagnosticados com a doença já estão em tratamento e sendo acompanhadas pelas equipes de saúde. Em Canarana estão em tratamento 75 pacientes, com 260 contatos registrados e 159 avaliados.
Ainda de acordo com a Vigilância Epidemiológica, pouco menos de seis meses já foram avaliados 335 pacientes entre moradores da cidade e do interior. Para o tratamento foram manipuladas pomadas hidratantes para os pacientes em tratamento que possuem pele ressecada, um agravante da doença, e que são entregues para aqueles que necessitam sem custo algum.
Os sinais e sintomas mais frequentes da hanseníase são: Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio). Além disso, outros sintomas apresentados é área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas.
Transmissão
A hanseníase é transmitida principalmente pelas vias áreas superiores, por meio de contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível (com maior probabilidade de adoecer) com uma pessoa doente sem tratamento. A hanseníase apresenta longo período de incubação; em média, de 2 a 7 anos. Há referências com períodos mais curtos, de 7 meses, como também a mais longos, de 10 anos.



