Foto: Ednei Rosa / Arquivo CMT
Mais onze pedidos de cassação do mandato do vereador Marcrean dos Santos (PRTB) foram apresentados na Câmara Municipal de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (25). O parlamentar tem enfrentado período turbulento, após se envolver em briga de bairro e ser acusado de agressão a um presidente da associação dos moradores do Jd. Renascer, no dia 15 de agosto.
Outros três pedidos de cassação foram apresentados na Casa de Leis, na semana passada. O primeiro foi protocolado pelo próprio presidente de bairro que acusa o vereador, José Carlos da Silva. Os outros dois pedidos foram apresentados pelas associações dos bairros Jd. Renascer e Pedra 90, 2° etapa.
Segundo o líder comunitário, ainda nesta semana, mais oito entidades também vão protocolar um pedido de cassação contra o vereador.
“Todas as associações e entidades viram a seriedade do meu trabalho. Jamais teria a capacidade de estar mentindo sobre este fato. Acreditamos que a Câmara dos Vereadores tem a capacidade de moralizar a casa, dando a punição correta”, esclareceu José Carlos.
Os autores dos pedidos foram: as associações de moradores dos bairros Parque Residencial Industriário, Dr. Fábio II, Dom Bosco, Jd. Imperial I e II, Jd. Oito de Abril, Bela Vista, São Roque e Jd. Industriário); a presidente do Residencial Claudia Marchetti, Nilza Bartniski e a Associação dos Comerciantes da Carmindo de Campos.
De acordo com a Mesa Diretora da Casa, os documentos seguem para análise da Assessoria Jurídica do Parlamento, a qual deve emitir um parecer dentro de um prazo de 15 dias úteis.
Os pareceres emitidos pela Procuradoria podem ser pelo arquivamento do pedido, bem como pode sugerir que o mesmo seja encaminhado apara averiguação da Comissão de Ética. Além disso, também pode concordar com o pedido de cassação do parlamentar.
Se isso ocorrer, será instaurado uma Comissão Processante para conduzir o processo. Esta será formada por meio de sorteio. Vale ressaltar que, qualquer que seja o encaminhamento indicado pela Procuradoria, o parecer deve ser apreciado e votado em plenário.
Outro lado
Marcrean foi novamente procurado pela reportagem do Circuito Mato Grosso, porém nenhuma das ligações foi atendida. Segundo a assessoria da Casa de Leis, o vereador nega as acusações e garante que não houve agressão. Ele afirma que estava no local para averiguar uma denúncia de crime ambiental que havia recebido.
Entenda o caso
O presidente de bairro relatou que a confusão que culminou na agressão física começou quando servidores da Prefeitura, que estavam realizando a limpeza do bairro, jogavam aterro em uma margem do Córrego do Barbado, localizado na divisa dos bairros Jd. Renascer e Pedregal.
Após ter conhecimento do ocorrido, o vereador e seu assessor, Elton Araújo, apareceram no local e começaram a tirar fotos. Foi quando José Carlos foi ao encontro dos dois, questionar o motivo de estarem ali.
“Lá tem uma erosão entre o Renascer e o Pedregal. Autorizei a Prefeitura jogar o aterro no local. Ele [Marcrean], tentando me incriminar por crime ambiental, foi até o local tirar as fotos. Eu, tranquilamente fui até lá e perguntei o porquê ele estava fazendo isso e expliquei o que tinha acontecido”, relatou José Carlos.
As agressões teriam começado quando o presidente questionou sobre um terreno de propriedade do vereador.
"Ele construiu parte do muro dele sobre o terreno de outro vizinho, o seu Jair. Então eu disse que seria melhor ele resolver isso do que ficar discutindo. Foi quando ele partiu pra cima de mim e me deu um soco no olho esquerdo. Daí o Elton me empurrou e começou a me agredir e quando ele estava me agredindo o vereador veio e me deu outro soco que pegou na minha orelha”, afirmou.
Após as agressões, o vereador teria saído às pressas em seu veículo, deixando no local apenas o seu assessor. Além do boletim de ocorrência e o pedido de cassação, José Carlos fez exame de corpo delito de afirmou ter procurado o Ministério Público.
“Pedimos que os vereadores deem foco a esta situação, queremos justiça para que não aconteça novamente”, concluiu José Carlos.


