A USA Rare Earth (USAR) confirmou nesta segunda-feira, 26, a assinatura de uma carta de intenções (LOI), de caráter não vinculante, com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que pode garantir acesso a até US$ 1,6 bilhão em recursos federais para acelerar a cadeia doméstica de terras raras pesadas. O comunicado destacou que o apoio envolve o programa CHIPS – conjunto de incentivos para fortalecer a indústria doméstica de semicondutores e reduzir a dependência externa – com US$ 277 milhões em financiamento federal proposto e um empréstimo sênior garantido de US$ 1,3 bilhão, além de uma colaboração com o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.
Segundo a empresa, “o LOI reflete a importância estratégica da USAR e seu papel em fechar a lacuna de fornecimento de terras raras e minerais críticos para indústrias essenciais à segurança nacional dos EUA”. O comunicado ressaltou que o acordo ainda depende de diligências adicionais, finalização contratual e aprovações usuais.
Em paralelo, a companhia anunciou a captação de US$ 1,5 bilhão em investimento por meio de uma colocação privada de ações em empresa listada, liderada pela Inflection Point, o que eleva o volume potencial total de capital para US$ 3,1 bilhões.
De acordo com a USA Rare Earth, os recursos devem “acelerar e reduzir os riscos dos objetivos de crescimento em mineração, processamento, produção de metais e fabricação de ímãs”.
A empresa afirma que, até 2030, o projeto permitirá “a maior produção doméstica de terras raras pesadas, minerais críticos, metais e ímãs”, com foco em setores como semicondutores, defesa e energia, reduzindo a dependência de insumos hoje “amplamente indisponíveis fora da China”.


