Cidades

Um em cada 1.085 roubos terminou em morte em SP no 3º trimestre

Apenas um em cada 1.085 roubos terminou com a morte da vítima no terceiro trimestre no estado de São Paulo, segundo estudo do Instituto Sou da Paz que será divulgado na próxima segunda-feira (19). No total, ocorreram 96 latrocínios no estado em julho, agosto e setembro. 

Na capital paulista, a probabilidade de que um roubo culmine em morte é ainda menor: 1 entre 1.525 roubos. 

Segundo o estudo, policiais civis, policiais militares, guardas civis e vigilantes estão entre os principais alvos. Na capital paulista, as mortes dos agentes em latrocínios representam 29% das ocorrências do 3º trimestre. 

“Em um assalto há sempre o elemento surpresa mesmo para o profissional da segurança que é treinado e capacitado para o uso da arma”, diz Ivan Marques, diretor-executivo do Instituto Sou da Paz. 

Um dos casos é o de um cabo da Polícia Militar de 46 anos. No dia 23 de setembro, ele estava de folga e à paisana em uma lanchonete nos Jardins, Zona Oeste de São Paulo, quando dois ladrões armados entraram no local e anunciaram o assalto. Um terceiro suspeito ficou do lado de fora do estabelecimento, em um carro. 

O PM reagiu ao assalto e anunciou voz de prisão aos ladrões, que realizaram disparos. Ele foi atingido no tórax e socorrido ao Hospital Sírio Libanês, mas acabou morrendo. Os suspeitos fugiram. 

Para Marques, os dados mostram que o porte de arma de fogo e a reação ao crime podem constituir fator de risco e também compreender parte das circunstâncias das mortes de policiais fora de serviço. 

A taxa de latrocínio da população paulista como um todo, no 3º trimestre de 2016, foi de 0,17 por 100 mil habitantes. Já a dos policiais civis e militares foi de 7,39. “Em outras palavras, os dados indicam que as chances de que um policial morra durante um assalto é 43 vezes maior do que a de um cidadão comum”, disse o diretor. 

O estudo mostra ainda que a circunstância do latrocínio varia de acordo com a região do estado. Na capital, prevalecem as ocorrências de latrocínio que começam com roubo a um pedestre, no interior, as mortes ocorrem em roubos à residência e, na Grande São Paulo, os latrocínios são mais presentes em roubos de veículo. 

Os homens foram as maiores vítimas de latrocínio em 2015 e 2016: 82,5% no terceiro trimestre do ano passado e 89,3% no terceiro trimestre deste ano. No entanto, a faixa etária muda de um ano para o outro. Enquanto no terceiro trimestre de 2015 houve maior presença de vítimas jovens (com idades entre 18 e 29 anos), no terceiro trimestre de 2016 predominaram vítimas com idades entre 46 e 55 anos. 

O Instituto Sou da Paz analisa as estatísticas divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) e também obtém outros dados via Lei de Acesso à Informação. 

Fonte: G1

Redação

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