Cidades

UFMT pode não iniciar as aulas do segundo semestre de 2019

A UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso) pode não retornou para o início do segundo semestre de 2019 por falta de orçamento. Os serviços de água, luz e telefone da instituição poderão ser suspensos por acumulo de dívida.

A informação foi confirmada ao Circuito Mato Grosso por uma fonte ligada à Adufmat (Associação dos Docentes da UFMT). Ela diz que o quadro financeiro da universidade foi repassado esta semana aos professores pela reitora Myriam Serra. A análise é a situação das dívidas piorou com o contingenciamento de 3% anunciada pelo MEC (Ministério da Educação) no início deste ano. O retorno das aulas está programado para a segunda semana de outubro.

A projeção de eventual suspensão das aulas já havia sido feita logo após o anúncio do ministério. O contingenciamento acarretaria também suspensão de benefícios a professores, como a suspensão de passagens aéreas para apresentação de trabalhos em outros Países.

Na primeira semana de julho, o Circuito Mato Grosso solicitou uma entrevista com a reitora para atualizar a situação financeira da UFMT, e a resposta veio por meio de nota. “A UFMT avalia constantemente o impacto do contingenciamento, mas não há uma previsão de paralisação de suas atividades até o momento. Tão logo tenhamos informações, elas serão disponibilizadas”. Hoje (30), a assessoria de imprensa negou a informação sobre possível suspensão das aulas.

Na semana seguinte, o fornecimento de energia elétrica da UFMT foi suspenso vários campos por causa de dívida de seis meses. Em coletiva de imprensa, a reitora Myriam Serra disse que o gasto com energia elétrica triplicou em cinco anos, passando de R$ 7 milhões para R$ 21 milhões, neste ano. O aumento do gasto é atribuido à expansão da universidade para novos prédios paralelamente aos cortes orçamentários do MEC (Ministério da Educação) desde 2014, de acordo com a reitora, situação que gerou crítica ao contingenciamento deste ano. O orçamento previsto para 2019 é de R$ 1 bilhão, 96% destino para pagar pessoal.  

Disse ainda que, à época, a instituição tinha 90 contratos com problema de pagamento em atraso e alguns deles estão em montante maior que da energia. A necessidade de suspensão das atividades continuaria no horizonte de análise.

Redação

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