Em entrevista exclusiva publicada neste sábado, 30, pelo Daily Caller, site de notícias dos EUA fundado em 2010 por Tucker Carlson e Neil Patel e identificado com uma linha conservadora, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou que as garantias de segurança para a Ucrânia devem ser fornecidas principalmente por países europeus, com apoio dos Estados Unidos, inclusive com aviões “se necessário”, mas sem tropas em solo.
No Salão Oval, questionado pela correspondente da Casa Branca Reagan Reese se consideraria apoio aéreo como parte das garantias, Trump respondeu: “Talvez façamos alguma coisa. (…) Se eu pudesse impedir isso e ter um avião voando de vez em quando, seriam principalmente os europeus, mas nós os ajudaríamos.” Em seguida reforçou que não é uma guerra dos americanos. “Herdei esta guerra”, disse.
Trump descartou a possibilidade de um encontro bilateral no curto prazo entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski. Ele afirmou ver mais chances de uma negociação com três partes, incluindo os Estados Unidos, do que de um diálogo direto entre os dois líderes. “Um tri aconteceria. Um bi, eu não sei, mas um tri vai acontecer”, disse. Para sustentar a avaliação, recorreu a uma analogia, comparando a guerra a um conflito infantil em que os lados precisam se exaurir antes de aceitar uma trégua: “Às vezes, elas têm que lutar um pouco antes que você consiga fazê-las parar.”
Questionado se esse apoio não contrariaria a agenda doméstica, Donald Trump rebateu que os Estados Unidos não arcam diretamente com os custos do conflito. Segundo ele, as vendas de armamentos são feitas à Otan, não a Kiev. “Nós vendemos equipamentos para a Otan. Não vendemos para a Ucrânia. (…) Eles pagam pelo equipamento. Não estamos gastando dinheiro algum na guerra”, disse.