Cidades

Trabalhadores se unem contra reformas de Temer, no Centro da Capital

Recheada de trabalhadores, a Praça Ipiranga foi palco da segunda Greve Geral do ano, na tarde desta sexta-feira (30). As palavras de ordem “Fora Temer” e “Diretas Já”, endossavam a justificativa da greve: as reformas trabalhista, previdenciária e terceirização que tramitam no Congresso Nacional, e são encabeçadas pelo presidente Michel Temer (PMDB). A Policia Militar não divulgou dados sobre a quantidade de manifestantes.

Figuras mascaradas com os rostos dos senadores e deputados mato-grossenses favoráveis as reformas foram usadas pelos manifestantes. Até a figura do governador Pedro Taques (PSDB) foi ilustrada falando ao telefone, fazendo alusão ao escândalo das interceptações telefônicas no Estado.

Diversas frentes sindicais estavam encabeçando a manifestação, uma delas era o Sindicato dos Trabalhares no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep MT), presidido por Henrique Lopes. “O que os trabalhadores conquistaram no ponto de vista trabalhista e previdenciário não foi dadiva, todos foi fruto de muita luta. Nosso papel é continuar no movimento, é continuar nas manifestações, para que a gente inclusive tenha a concretude daquilo que é o recado claro que queremos dar, inclusive a classe política”, disse.

As manifestações, realizadas em todo País, pedem para que os deputados federais e senadores votem contra as reformas de Temer. Henrique Lopes acredita que com a pressão da população, as reformas tendem a não passar.

“A reforma da previdência, pelo cronograma do governo, já deveria ter sido votada. O governo não encontrou as condições para votar o seu projeto. Mas ele é tão ruim, que nem a própria base teve coragem de aprova-la e por isso ele já promoveu algumas mudanças. Isso demonstra que a luta está valendo a pena”, afirma o sindicalista.

Para o vice-presidente da Central Sindical Brasileira (CSB), Wagner Oliveira, a manifestação também visa conscientizar a sociedade do que se trata a reforma trabalhista e previdenciária.  “Não importa a quantidade de pessoas na manifestação. O importante é que os atos estão sendo pulverizados em todo país, em todos os municípios do nosso estado, e cada vez mais os trabalhadores estão conscientes de que alguma coisa muito errada está acontecendo”, afirma.

O direito trabalhistas das mulheres, também foi discutido no ato. A presidente da CSB, Diany Dias, conta que com as reformas, as mulheres perdem direitos fundamentais com o fim do direito de escolher não trabalhar em local insalubre, e com a possibilidade de negociar o tempo da licença maternidade. 

“Nós mulheres somos as principais perdedoras com a reforma, porque nós ganhamos 10 anos a mais para trabalhar. Então está na hora de nós mulheres buscarmos as nossas reinvindicações aos políticos que estão votando contra os trabalhadores”, conta.

As Centrais Sindicais se reunirão em Brasília no dia 4, 5 e 6 de julho para deliberarem mais ações contra as reformas trabalhistas e previdenciárias.

Greve geral

A greve geral teve aderência de várias classes de trabalhadores  nesta sexta-feira (30) em todo Brasil. Em Mato Grosso, os estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) não tiveram aula, e durante todo o dia apenas 50% da frota dos ônibus estava nas ruas atendendo os usuários.

A rede estadual e municipal de educação e as agências bancárias também estão sem funcionamento. Esta é a segunda paralisação geral de alcance nacional neste ano, contra Temer. A primeira foi realizada no dia 28 de maio e teve maior adesão das categorias.

 

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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