Foto Ahmad Jarrah
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá Selma Rosane Santos Arruda como responsável para conduzir a 1ª fase da Operação Sodoma. A suspeição foi formulada pelos advogados do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
A decisão foi aprovada por dois votos a um nesta quarta-feira (29). O desembargador Pedro Sakamoto foi o único a se opor ao desembargador Alberto Ferreira e o juiz convocado Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.
Com isso as ações da Operação Sodoma, como a prisão do ex-governador e seus secretários Jamil Nadaf e Marcel Cursi serão mantidas.
O advogado de Silval, Ulisses Rabanera alegou que a magistrada estaria “praticando uma atividade de investigar”. De acordo com o advogado, ela interrogou os delatores do esquema sem a presença dos advogados e antes mesmo de ter sido oferecida qualquer denúncia.
O desembargador Alberto Ferreira favorável a permanência da juiza, diz que “a pecha de pré-julgamentos antecipados que maculem a imagem da magistrada vem de ser descabida, posto que ela não fez se não verificar a espontaneidade das informações que seriam incluídas aos autos da ação penal. Combatendo e evitando que o ‘jeitinho’ e o ‘patrimonialismo’ infectem as ações penais da Operação Sodoma”.
Operação Sodoma
Operação Sodoma que investiga esquema criminoso entre gestores do alto escalão do governo Silval Barbosa. De acordo com informações da Secretária de Segurança do Estado (Sesp-MT) os pedidos de prisão foram feitos pela Delegacia de Combate à Corrupção de Mato Grosso.


