O Tesouro dos Estados Unidos considera que a reforma da liquidez bancária será um passo crucial para que os bancos voltem a conceder empréstimos com o propósito de financiar casas, fábricas, infraestrutura e inovação.
“Para concretizar o vasto potencial desta transformação e garantir a Era de Ouro dos EUA, enfrentamos a necessidade premente de desbloquear centenas de bilhões – potencialmente trilhões – em nova capacidade de empréstimo para financiar infraestrutura de IA, cadeias de suprimentos domésticas e a base industrial de defesa”, diz um texto preparado pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e apresentado pelo subsecretário de Finanças Internas, Jonathan McKernan, na terça-feira, 3. “Essas regras são rascunhos, não imutáveis. Com a vantagem de já termos nos distanciado da crise, é hora de analisá-las novamente”, diz o texto.
Na visão exposta no documento, exigir que os bancos assegurem integralmente até mesmo riscos de liquidez severos tem um custo elevado. “Quando 25% dos balanços dos grandes bancos são alocados a ativos seguros – um aumento em relação aos cerca de 10% antes da crise – isso significa necessariamente menos empréstimos para hipotecas, pequenas empresas, hiperescaladores de IA e infraestrutura crítica”, diz o documento.
Hoje, na prática, tanto os reguladores quanto os mercados têm tratado as reservas como mínimos rígidos e intocáveis. Como resultado, em vez de atuarem como amortecedores, as exigências de reservas podem, na verdade, exacerbar a acumulação de ativos líquidos, acelerando a transmissão da crise de liquidez por todo o sistema.
Diante disso, uma reforma direcionada e sensata deve reconhecer que a capacidade de empréstimo pré-posicionada e garantida por colateral é liquidez real e monetizável.
“Essa reforma ajudaria a reequilibrar a fronteira entre o autoseguro e o papel do credor de última instância. Também aprimoraria a preparação operacional, criando fortes incentivos para o pré-posicionamento de garantias e testes regulares. E poderia reduzir o estigma da linha de crédito com desconto, normalizando o acesso a ela”, pontua o Tesouro dos EUA.



