Política

TCE diz que ineficácia em gestão pública agrava crise financeira

Relatório de auditoria do TCE (Tribunal de Contas do Estado) nas contas do governo estadual aponta que ineficiência na gestão de recursos públicos.  A fraca eficácia contribuiria para agravamento de crises financeiras em momento de economia em recessão, como a dívida no setor saúde pública. Conforme o presidente do tribunal, Antônio Joaquim, a falta de planejamento gera desperdício de recursos públicos e a consequente ineficiência no atendimento ao público.

"Sem planejamento a administração pública fica a mercê da ineficiência, corrupção e judicialização. Gastam-se corretamente, mas o resultado é muito ruim, insignificante”, disse.

O resultado do relatório foi divulgado na semana passada pelo TCE e se refere ao orçamento estadual de 2016. A Secretaria de Auditorias Operacionais fiscalizou R$ 1,3 bilhão em quatro grandes auditorias em saúde, educação, transporte público e lei de acesso à informação.

Recentemente também foram divulgados dois importantes levantamentos, um na área da logística de medicamentos e o outro sobre a ordem cronológica dos pagamentos realizados pelo Estado e municípios. Este último demonstrou indícios de descumprimento à ordem cronológica de pagamentos, definida pela Lei nº 8.666/93, em 630 mil pagamentos, totalizando R$ 5,9 bilhões. Desse total, 17% são do Estado e 83% dos municípios.

De um total de R$ 27,2 bilhões referentes aos orçamentos do Estado e dos municípios do ano passado, o TCE auditou R$ R$ 8,1 bilhões, cerca de 30% do volume global. Ainda conforme  tribunal, 75 auditorias foram realizadas pelas Secretarias de Controle Externo das seis relatorias, além das Secex de Auditorias Operacionais, de Obras e Serviços de Engenharia e Atos de Pessoal e RPPS.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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