O ex-secretário adjunto de Gestão de Saúde de Cuiabá, Flávio Alexandre Taques da Silva, segue preso por decisão do ministro e presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio Noronha proferida nesta quinta-feira (3). Flávio, que passou 15 dias foragido, é um dos réus da Operação Sangria que investiga tentativa de monopolização dos serviços da saúde pública em Mato Grosso.
Flávio Alexandre Taques da Silva se entregou na quarta-feira (02) na sede da Polinter. Ele estava foragido desde o dia 18 de dezembro, quando deixou seu apartamento após queimar cheques e outros documentos. A operação destamantelou um esquema de tentativa de monopolização de serviços da saúde pública em Mato Grosso.
O circuito interno do condomínio registrou a fuga do ex-secretário. A polícia afirma que o médico foi avisado sobre a operação e mandado de prisão. Ele saiu de casa cinco minutos antes da equipe de diligência chegar.
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“Os policiais estiveram em um endereço dele em Várzea Grande, para cumprir o mandado de prisão, mas no local foram informados pela ex-mulher do suspeito que ele estava em outro endereço, o condomínio Residencial Mariana, em Cuiabá. No local, os policiais chegaram às 7h20 e ele havia saído às 7h15. Pelas imagens do circuito de câmeras do condomínio, os policiais observaram que um veículo Prisma branco entrou pela garagem do prédio, o alvo (Flávio) entrou no carro e saíram tomando rumo ignorado”, divulgou a PJC à época.
A polícia fez vistoria na casa encontrou na churrasqueira documentos queimados. Alguns fragmentos foram recolhidos para análise. Foi apreendido um cheque no valor de R$ 260 mil, datado de fevereiro de 2016 por uma construtora.
Flávio Taques é o último alvo da Operação Sangria 2. No dia 18, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e quatro buscas e apreensão. Entre os alvos, três médicos, um gerente de licitação, um coordenador financeiro, parente, e funcionários das empresas prestadoras de serviços médicos hospitalares, e que estariam tentando obstruir as investigações.
A operação
A Operação Sangria foi deflagrada em Cuiabá na manhã do dia 18 de dezembro pela Polícia Judiciária Civil. Foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva e quatro buscas e apreensão. Entre os alvos, três médicos, um gerente de licitação, um coordenador financeiro, parente, e funcionários das empresas prestadoras de serviços médicos hospitalares, e que estariam tentando obstruir as investigações.
São eles: Huark Douglas Correia da Costa (ex-secretário de Saúde), Fábio Liberali Weissheimer, Adriano Luiz Sousa, Kedna Iracema Fonteneli Servo, Celita Liberali, Luciano Correa Ribeiro e Fábio Alexandre Taques. Todos estão sendo levados para a Defaz. Um ainda está em fase de cumprimento dos mandados. O ex-secretário municipal Huark Douglas Correia da Costa foi preso pelo delegado Lindomar Tofoli efetuou em uma chácara em Santo Antônio do Leverger.
A operação, oriunda de investigação da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), é desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá, ocorridos no dia 4 de dezembro, para apurar irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o Estado.
Das 7 pessoas presas, todas já conseguiram habeas corpus com exceção de Flávio Taques.


