O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) apontou alguns equívocos encontrados no edital da Educação Básica lançado pelo Governo de Mato Grosso, nesta semana. O mais grave, segundo o Sintep, é uma das quatro etapas de avaliação dos candidatos a professor da educação básica no Estado.
De acordo com o presidente do Sintep Mato Grosso, Henrique Lopes, a avaliação didática, que seria a terceira fase do processo, não deve ser considerada eliminatória.
“Nós não somos contra a prova didática, mas isso pode ser feito de forma discursiva, sem a necessidade dessa etapa. O que preocupa os trabalhadores da educação é de que esta etapa seja um momento entendido como uma entrevista, e possa haver direcionamento”, sugeriu o presidente do Sintep.
A sugestão, contudo, é de que a etapa seja considera de carácter diagnóstico, e não eliminatória, como esta no edital atualmente. Para Henrique Lopes, além de favorecimento a determinados candidatos, a etapa pode estender a posse dos concursados – que deverá ser no início do ano letivo 2018.
“O calendário que vem a seguir pode ser que ele não dê conta de assegurar a avaliação de todos, para que tenhamos tempo hábil para iniciar o ano letivo de 2018 com os contratados”, afirmou.
Nesta etapa, o professor deve ministrar uma aula de 20 minutos para um banca de três pessoas. “A prova serve para aferir se a pessoa tem a prática do ensino e didática para dar aulas. Isso tem criado um certo incomodo junto aos trabalhadores da educação, até porque na avaliação dos profissionais, uma coisa é a prova escrita, outra é você ficar a mercê de uma avaliação subjetiva de uma banca, e isso pode inclusive gerar a ideia de que houve condução do processo”, diz Henrique.
Para os professores da educação básica, as provas serão aplicadas nos dias 17 e 24 setembro com quatro etapas. A primeira será a de múltipla escolha a segunda será aplicada uma Prova Discursiva a terceira Etapa será a avaliação didática. A quarta etapa, de caráter apenas classificatório, será avaliado os títulos dos concorrentes.
Para o presidente, ainda há equívocos como a exigência de conhecimentos de matemática básica a professores de língua portuguesa.
A Secretaria de Estado de Educação deverá receber o relatório com todos os pontos elaborados pelo sindicato e sua assessoria jurídica ainda na segunda-feira (10), data que começa as inscrições para o concurso.
Mesmo sob protestos, o presidente do sindicato orientou os profissionais que tem interesse no concurso a se inscreverem, pois incialmente a data da realização da prova não deve ser alterada.
“É momento de celebrar a abertura do edital, e oriento os profissionais de educação para que canalizem suas forças para entender direitinho quais são as regras do jogo, para que possam tirar a maior nota”, explicou Henrique.
Vagas
O concurso público na Educação é uma das medida alcançadas no acordo entre Executivo e trabalhados, após a mais de 60 dias de greve no ano de 2016. O presidente do Sintep, Henrique Lopes, esclarece que mesmo vindo em boa hora, o concurso não supre as vagas ocupadas por contratados na Educação Estadual.
Segundo o Sintep são cerca de 13 mil servidores contratados no Estado, e o concurso atual abrange apenas 5.700 mil vagas. “Nós conseguimos assegurar o cadastro reserva em 50%, mas mesmo chamando os cadastros reserva, chegaríamos próximos há 7 mil vagas de concursados, o que representaria pouco mais de 50% do quadro real de vagas que temos hoje”.
Espirito Santo
Outro erro diagnosticado, mas já retratado pelo Governo, diz respeito aos fatos de, no conteúdo programático, exigirem História do Estado do Espírito Santo, ao invés da de Mato Grosso. O erro, de acordo com a paSta, será corrigido e publicado no Diário Oficial em breve.
Outro Lado
A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do Estado estava na coletiva de impresa e informou que irá aguardar a chegada do relatório do Sintep à pasta para se manifestar.
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