Os sindicatos laborais e patronais de Cuiabá e Várzea Grande fecharam um termo aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para 2026, com foco na definição do piso normativo da categoria e no reajuste salarial dos trabalhadores do comércio. O acordo foi firmado com a mediação da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e envolve diretamente a atividade comercial nos dois municípios.
Um dos principais pontos do termo aditivo foi a valorização salarial da categoria. O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destacou que o piso normativo foi fixado em R$ 1.685, garantindo ganho real acima do salário-mínimo. Para os trabalhadores que recebem acima desse valor, o reajuste acompanha integralmente a variação do INPC, também com aumento real.
Segundo a Fecomércio-MT, o equilíbrio alcançado no acordo contribui para fortalecer o poder de compra dos trabalhadores e para a sustentabilidade do setor comercial. O termo aditivo foi assinado em conjunto com os sindicatos patronais dos segmentos de Tecidos e Confecções, Calçados e Couros, Óptica, Material de Construção e Representantes Comerciais, além do Sindicato dos Empregados no Comércio de Cuiabá e Várzea Grande (SECC).
O documento também estabelece regras específicas para o funcionamento do comércio durante a Copa do Mundo. As empresas poderão compensar as horas não trabalhadas nos dias de jogos da Seleção Brasileira, desde que comuniquem os empregados com antecedência mínima de 24 horas, garantindo maior flexibilidade na organização da jornada de trabalho.
Outro ponto previsto na CCT é a concessão do Prêmio Assiduidade, que determina o pagamento mensal de, no mínimo, R$ 55 aos empregados que não registrarem faltas, sejam elas justificadas ou injustificadas, ainda que parciais. A Fecomércio-MT reforça que a medida busca incentivar a presença regular dos trabalhadores e fortalecer a relação entre empresas e empregados no setor do comércio.


