Da Sétima Vara Criminal, o juiz Jorge Tadeu concedeu dois pedidos feitos pelo ex-governador Silval Barbosa e seu ex-chefe de gabinete Sílvio Corrêa. O primeiro conseguiu autorização para ir ao médico. Já o segundo conseguiu relaxamento nas medidas cautelares para trabalhar para a "Família Barbosa".
Silval pediu autorização judicial com o objetivo de comparecer ao médico para realizar consultas e exames. O ex-governador cumpre prisão domiciliar desde 13 de junho de 2017. O Ministério Público Estadual (MPE) não foi contra o pedido.
Assim, o juiz Jorge Tadeu autorizou a ida de Silval ao médico "em observância ao princípio da dignidade da pessoa humana". O réu deverá informar previamente ao Setor de Monitoramento Eletrônico o destino.
Já Silvio Correa narra que se encontra desempregado desde a sua liberdade decretada em março deste ano. Ele cumpre uma série de medidas, como o uso de tornozeleira eletrônica e se recolher no período noturno e nos finais de semana e feriado.
Recentemente, a "Família Barbosa" lhe ofereceu uma vaga de emprego. Este foi o motivo para que Silvio pedisse que a cautelar consistente de contar outros réus ou testemunhas da ação fosse revogada. Caso Silvio aceitasse o emprego, ele poderia voltar para a prisão.
Silvio explicou que trabalhou para Silval Barbosa e sua família por mais de 15 anos. Quando o ex-governador foi preso, ele destacou que os dois chegaram a ficar na mesma cela.
Em parecer, o MPE pontuou que um possível contato entre Silvio Corrêa e a "família barbosa" não tem influência para prejudicar a instrução criminal.
A entidade destacou que Sílvio, Silval e demais membros da "Família Barbosa" adotaram "postura de confessar as práticas delitivas que cometeram e auxiliar as apurações e investigações em curso, além de oferecer imóveis para ressarcir os danos causados".
Assim, o juiz Jorge Tadeu revogou algumas medidas cautelares impostas ao Silvio Corrêa. Mas manteve outras que foram determinadas por conta do acordo de delação premiada junto ao Supremo Tribunal Federa (STF).
Silvio ainda está obrigado a usar a tornozeleira eletrônica. Ele deverá também se recolher no período noturno (entre 22h e 6h) durante a semana e nos finais de semana e feriados. O réu ainda não pode ocupar cargos públicos durante a vigência do acordo de delação.
Em setembro do ano passado, Silval e Silvio fizeram um acordo de delação premiada que revelaram a existência de uma organização criminosa dentro de órgãos públicos de Mato Grosso. O caso está ligado a Operação Ararath, que apura a atuação de factorings atuando como bancos clandestinos, a fazer empréstimos fraudulentos para enriquecimento ilícito e financiamento de campanhas entre os anos de 2006 e 2014.
Os dois também são em várias fases decorrentes da Operação Sodoma. Ela Investiga uma suposta rede de esquema de propinas entre empresas privadas e políticos em troca de benefícios financeiros e políticos.


