Duas secretarias do estado de Mato Grosso terão de tirar um dia na semana para poderem combater o mosquito aedes aegypti. A normativa veio por meio de um decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) que circulou nesta terça (19) e quarta-feira (20) e englobará servidores Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp).
A medida conforme argumentou o governo, tem o objetivo de diminuir os focos da doença e controlar os altos índices do mosquito nas mediações de cada órgão. A orientação é que todas as secretarias tenham o cuidado para evitar criadouros do mosquito, no entanto, apenas as duas secretarias tiveram a medida através de portarias oficiais.
O decreto não agradou alguns servidores da Sema, que terão de parar seus afazeres todas as quintas, entre às 8h30 e 9h30, para buscar focos do Aedes Aegypti nas unidades da Sema e em parques urbanos estaduais. Os servidores reclamam que os pátios da secretaria e outras unidades têm muito mato e há risco de serem picados por animais peçonhentos, pois não possuem kits nem o treinamento adequando para poderem agir.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades Públicas do Meio Ambiente em Mato Grosso (Sintema), Jefferson Lopes, explicou que entende os riscos da epidemia de dengue e zika, mas reclama da obrigatoriedade da normativa, sendo que a função de combater o mosquito é da secretaria de Saúde.
O número de casos das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Argypti é alarmante. Estima-se que no Estado 90 mil pessoas tenham tido o Zika vírus. Isso por que, apenas 20% das pessoas que tem a doença desenvolvem algum sintoma. Os dados mostram ainda, que, Mato Grosso tem registrados 6.439 casos de Zika, 134 casos de microcefalia notificados, 206 casos de Chikungunya, e 30.907 casos de Dengue, em 2015. No caso da Dengue, houve um aumento de 150% em relação aos números de 2014.
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