Foto Ahmad Jarrah
Os servidores da área meio do Poder Executivo de Mato Grosso, representados pelo Sinpaig, decidiram em assembleia geral realizada na tarde de segunda-feira (4) pela suspenção da greve. A decisão foi tomada depois que a lei da Revisão Geral Anual (RGA) foi votada na quarta-feira (29.06) pelos deputados em sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig) tem 1.100 servidores filiados, espelhados por diversas secretarias estaduais. O presidente do Sinpaig, Edmundo César Leite, explica que a votação dos 7,36%, é arbitraria. “Esse valor foi empurrado de goela a baixo nos servidores. Não teve o aval do Sindicato e muito menos do Fórum Sindical. Primeiro consultamos a base e decidimos pela suspensão da greve. Em uma próxima oportunidade continuaremos a lutar pelos nossos direitos”, disse ele.
Ainda segundo Edmundo, a entidade está ingressando judicialmente contra essa decisão do Governo junto a Assembleia, para reverter a situação que é o pagamento de 11,28% integral da RGA, do mês de maio.
No encontro, foi proposta a criação de uma Comissão de Acompanhamento e Estudo do Orçamento do Estado de Mato Grosso, incluindo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
“Uma decisão importante da categoria. Assim que for implantada essa comissão, todos os meses, vamos acompanhar e observar os atos do governo. Tudo que não estiver dentro da legalidade será denunciado ao Ministério Público Estadual”, relatou Edmundo.
Além de citar essa sugestão da categoria, o presidente do SINPAIG relembrou fatos ocorridos durante sessão plenária na Casa de Leis que envolveram deputados, que antes da votação da Revisão desrespeitaram os servidores.
“O deputado Gilmar Fabris, xingou os servires e fez gestos obscenos. Já o deputado e primeiro-secretário da casa, Nininho, chamou os servidores de desordeiros e vagabundos.
Na ocasião, pediu até para a segurança retirar os grevistas, proibindo eles de assistir a sessão. Esses parlamentares não estão preparados para estar na cadeira que eles assumiram”, enfatizou.
Ainda segundo o presidente, algumas entidades entraram com pedido de quebra de decoro parlamentar contra Gilmar e Nininho. Explicando que esses parlamentares podem perder seus mandatos pela falta de respeito com o servidor público.


