A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) deu início, nesta segunda-feira (16), a uma etapa fundamental do ciclo de planejamento público: a consulta pública para a LDO 2027. Ao abrir os canais digitais para sugestões da população até o dia 31 de março, o Governo de Mato Grosso tenta aproximar o planejamento fiscal das necessidades reais vividas pelos cidadãos em suas regiões.
O Mecanismo de Participação
Diferente de consultas meramente burocráticas, o formulário eletrônico de 2026 exige uma escolha estratégica do participante. O cidadão deve eleger três áreas prioritárias entre dez eixos fundamentais, que incluem desde os pilares de Saúde, Educação e Segurança até setores de fomento, como Agricultura Familiar e Meio Ambiente.
A inovação deste ciclo é a permissão para sugestões de ações específicas. Na prática, isso possibilita que um morador de um município do interior aponte a necessidade de uma obra de infraestrutura ou uma unidade de saúde específica, permitindo um mapeamento geográfico das carências orçamentárias do estado.
A LDO como Bússola Governamental
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o “elo perdido” entre o Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). Ela define quais metas do governo serão priorizadas no ano seguinte, estabelecendo as regras para o equilíbrio entre o que o Estado arrecada e o que ele pode gastar.
- Temas Transversais: A consulta deste ano foca também em pautas que cortam diferentes secretarias, como a inclusão social e o combate às desigualdades.
- Governo Digital: Em um Mato Grosso que avança na tecnologia, a Sefaz-MT busca ativamente sugestões para tornar os serviços públicos mais ágeis e menos burocráticos por meio da digitalização.
Análise Técnica e Legislativa
Após o encerramento do prazo, no final de março, a equipe técnica de planejamento da Sefaz processará os dados. O objetivo é transformar o sentimento popular em metas quantificáveis. Essas contribuições servirão de subsídio para o Projeto de Lei que será encaminhado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), onde passará por nova rodada de debates e votações entre os deputados.
A abertura desta consulta pública em março de 2026 reafirma que a gestão do orçamento não é uma tarefa exclusiva de técnicos em Brasília ou Cuiabá, mas um processo de escuta ativa que define, em última instância, a qualidade dos serviços públicos que serão entregues nos próximos doze meses.



