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Secretário é convocado pela Assembleia para explicar atrasos e custos das obras do BRT na Grande Cuiabá

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso, Marcelo Oliveira, foi convocado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para prestar esclarecimentos sobre os atrasos nas obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. A convocação foi aprovada nesta quarta-feira (27) e a sabatina está prevista para ocorrer no dia 11 de junho.

O requerimento foi apresentado pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT), que justificou a mudança de “convite” para “convocação” em razão do não comparecimento do secretário em reunião anterior e da demora na execução das obras. Segundo o parlamentar, o trecho 1 do BRT, que liga o Aeroporto Marechal Rondon ao final da Avenida do CPA, tem apenas 44% das obras concluídas.

Durante a sessão plenária, Lúdio criticou o cronograma apresentado pelo governo estadual, lembrando que, em 2020, a previsão era de que toda a obra fosse entregue até dezembro de 2022 ao custo de R$ 430 milhões. “Estamos no final de maio de 2026 e nem metade do primeiro trecho foi concluída”, afirmou o deputado.

O parlamentar também destacou os impactos da obra no trânsito e na rotina da população de Cuiabá e Várzea Grande. Segundo ele, motoristas, ciclistas, usuários do transporte coletivo e trabalhadores convivem diariamente com congestionamentos, atrasos e riscos de acidentes provocados pelas intervenções nas vias urbanas.

Além dos atrasos, Lúdio Cabral questionou o aumento dos custos da obra e os contratos relacionados às estações do BRT. Conforme o deputado, apenas o trecho entre o aeroporto e a Avenida do CPA já soma cerca de R$ 550 milhões em contratos, valor superior ao orçamento inicialmente previsto para toda a obra. Ele também apontou que um edital para construção de 77 estações passou de R$ 68,8 milhões para R$ 120 milhões em pouco mais de dois meses.

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