Política

Riva garante que prisão de servidor acusado de destruir provas é injusta

Foto: Ahmad Jarrah / Circuito MT

O ex-deputado José Riva (PSD) classificou como “uma mentira deslavada” as acusações do Ministério Público Estadual (MPE MT) contra o servidor da Assembleia Legislativa, Djalma Ermenegildo, preso no mês passado acusado de ter extraviado documentos interessantes à investigação da operação Imperador.

“Quem conhece o Djalma, quem me conhece, sabe que não faríamos isso. Principalmente essas provas, que nunca poderiam ser destruídas. É o relatório do material entregue aos deputados, por que vai destruir? Não tem sentido”, afirmou o político após retirar a tornozeleira de monitoramento que mantinha presa em sua perna, nesta segunda-feira (03).

Riva afirmou ainda que a prisão do servidor foi injusta e que o tempo se incumbira de comprovar a inocência sua inocência e a de Djalma.

“Quem conhece o Djalma sabe que a prisão dele foi injusta. O tempo é o principal advogado, é o senhor da razão. As coisas vão se esclarecer”, afirmou o ex-parlamentar.

A defesa de Djalma entrou com pedido de Habeas Corpus, juntando vários documentos para tentar provar que o ex-servidor não poderia ter eliminado nenhum documento.

Prisão

O servidor da AL foi preso na manhã Do dia 21 de julho por agentes do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). O pedido de prisão preventiva foi efetuado no curso da ação penal resultante da Operação Imperador, que apurou esquema de desvio de dinheiro público, liderado pelo ex- presidente da AL, José Riva. De acordo com a denúncia, o grupo desviou mais de R$ 60 milhões dos cofres públicos.

No pedido de prisão preventiva efetuado contra Djalma, o MPE destaca que foram extraviados documentos interessantes à prova, sendo que o provável autor de tais extravios é o referido réu. Consta no pedido, que entre os anos de 2005 a 2009, o acusado era secretário de Administração, Patrimônio e Informática e responsável por validar, ratificar e conferir a entrega dos materiais de consumo e em seguida informar ao setor financeiro para que fosse liberado o pagamento para as empresas.

Conforme o Gaeco, os documentos que desapareceram dos arquivos da Secretaria de Administração, Patrimônio e Informática são justamente os relativos à validação, conferência e ratificação dos materiais de consumo entregues à Assembleia Legislativa.

A prisão preventiva do servidor busca resguardar a instrução processual, assegurando a colheita de provas. “O acusado Djalma Ermenegildo destruiu o está, no mínimo, ocultando os documentos a fim de impossibilitar a colheita de provas dessa ação penal, assim como mascarar os ilícitos praticados por ele e pelos demais acusados, sendo necessária a sua prisão preventiva para resguardar a instrução criminal”, sustentou o Gaeco.

“Um incomodo a menos”, afirma Riva após retirar tornozeleira

Servidor da Assembleia Legislativa é preso por extravio de documentos

Redação

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