Jurídico

Réus da Bereré deixaram o Centro de Custódia da Capital nesta sexta

Os réus da Operação Bereré deixaram na tarde de sexta (24) o Centro do Custódia da Capital (CCC). Estão livres o deputado estadual Mauro Savi (DEM), os irmãos advogados Paulo e Pedro Jorge Taques e os empresários Roque Anildo e Claudemir Pereira.

O ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques foi o único a conceder entrevista à imprensa. “Eu aprendi nos meus 22 anos de advocacia que decisão judicial não se discute. Ou se aceita e cumpre ou não concorda e recorre. Eu não concordo com o recebimento da denúncia e vamos recorrer para que essa denúncia não seja recebida, essa ação penal seja trancada e eu fique livre de responde-la”, disse.

Medidas cautelares e a decisão judicial

Em liberdade, os três réus terão que cumprir quatro medidas cautelares. Eles deverão ir todo mês em juízo, proibir de se evadir para outro país para prestar contas de suas atividades, comparecer a todos os atos do processo quando intimados e se recolherem em seus domicílios no período noturno e nos dias de folga. Eles não deverão usar tornozeleira eletrônica.

As cautelares foram decididos pelo relator do processo da Bereré, que é o desembargador José Zuquim.

A decisão de tirá-los da cadeia se deu no mesmo momento em que os desembargadores discutiam se recebiam ou não a denúncia. Por unanimidade, os magistrados receberam a peça acusatória contra Savi, Claudemir, Roque e os irmãos Taques.

Contudo, para decidir a liberdade dos réus, a manuntenção da prisão ficou por um ponto. Por nove votos a oito, os desembargadores decidiram pela soltura dos três. Com os alvarás em mãos, os quatro réus presos deverão sair a qualquer momento da CCC.

Savi, Roque, Claudemir e os irmãos Taques estavam presos desde 9 maio. José Kobori também figura como réus e foi solto em primeiro de agosto. 

Eles são investigados pela Operação Bereré, que apura uma suposta irregularidade em um contrato firmado com a EIG Mercados Ltda. Ela foi contratada para fazer registros de contratos de financiamentos de veículos. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), R$ 27,7 milhões foram desviados da autarquia.

Estes valores eram repassados a EIG e retornavam como pagamentos de propina a políticos, agentes públicos e empresários. O dinheiro era então "lavado" em uma segunda empresa, a Santos Treinamento, que tinha uma parceria com a companhia.

 

Redação

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