O réu Thiago Augusto Falcão de Oliveira, que está preso desde 2016, pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, falsidade ideológica, tentativa de furto e outros, e participou da morte de quatro pessoas, sendo dois fazendeiros, um vaqueiro e um advogado, teve o pedido de Habeas Corpus negado pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá-MT).
O juízo da Segunda Vara Criminal negou o pedido, com base na gravidade do delito cometido pelo réu, e também pelo fato da garantia da ordem pública, e conveniência da instrução criminal.
“Não merece reforma a decisão que mantém a prisão preventiva com base na necessidade de custódia do agente para a garantia da ordem pública, considerando a gravidade em concreto dos delitos, e para conveniência da instrução criminal. Não há falar em substituição da custódia preventiva por medidas cautelares”, diz parte da decisão que circula no Diário Oficial de Justiça Eletrônico desta quarta-feira (27).
O réu responde por ter participado de quatro homicídios em 2016 envolvendo disputa de terra, em uma fazenda em Planalto da Serra (254 km de Cuiabá-MT). Na época, Thiago na companhia de outras quatro pessoas combinaram de matar os fazendeiros Tirço Bueno Prado, 72, e o filho, Joneslei Bueno Prado, 43, que eram proprietários da Fazenda ‘Sapopema’ e estavam no imbróglio.
As investigações da Polícia Civil na época apontaram que Thiago que já possuía outras passagens criminais por homicídio, participou da ocultação dos cadáveres de Tirço e Joneslei. Os assassinos após matarem os fazendeiros atearam fogo nos corpos para destruir os vestígios.
Um dia após o duplo homicídio, Thiago foi a fazenda com os comparsas terminar de eliminar os restos mortais de Tirço e Joneslei, juntando os ossos e os poucos restos mortais que resultaram da fogueira, colocaram em um saco e jogaram no Rio Mata Grande, nas proximidades da fazenda.
A divisão de homicídios da Polícia Civil apontou que o vaqueiro Claudinei Pinto Maciel, 29, morreu por ter ido a fazenda procurar por uma vaca desaparecida e Thiago percebendo a presença do vaqueiro no local e temendo a descoberta do duplo homicídio matou Claudinei.
Usando o mesmo modus operandi para eliminar os restos mortais dos fazendeiros, Thiago ateou fogo no corpo de Claudinei para destruir possíveis provas. Já o advogado assassinado foi morto por não aceitar a fazer acordo com o grupo criminoso e achar a ação do bando errada.
Perdendo confiança no jurista Thiago e seu comparsa convidaram o advogado Silvio Ricardo Viana Moro para irem até a região de Nobres, onde armaram uma emboscada e decapitaram o advogado e deixaram o corpo em um matagal, onde foi encontrado dois meses após o homicídio.


