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Raphinha faz dois, Barcelona supera o Real e conquista a Supercopa da Espanha pela 16ª vez

O Barcelona é campeão da Supercopa da Espanha. Em mais um capítulo do clássico disputado em solo saudita, os catalães superaram o Real Madrid neste domingo, por 3 a 2, e levantaram o troféu pela 16ª vez, abrindo vantagem histórica sobre o rival, que soma 13 títulos. A conquista acentua o bom momento do Barça, líder da La Liga, e aumenta a cobrança sobre o trabalho de Xabi Alonso no comando merengue.

A decisão marcou o terceiro ano consecutivo em que Barcelona e Real Madrid se enfrentam na final do torneio, novamente realizada na Arábia Saudita. Nas edições anteriores, os rivais haviam trocado goleadas: 4 a 1 para o Real em 2024 e 5 a 2 para o Barça no ano passado.

O destaque da partida foi o atacante Raphinha, que marcou dois dos três gols do Barcelona. Vini Jr. também deixou o seu, mas não conseguiu evitar a derrota do Real. O ex-atacante do Flamengo ao menos quebrou um jejum de 15 jogos sem balançar as redes.

O primeiro tempo foi amplamente dominado pelo Barcelona, que terminou a etapa inicial com 76% de posse de bola e maior volume ofensivo. O controle do jogo se refletiu em finalizações e na presença constante no campo de ataque. Após desperdiçar uma chance clara, Raphinha abriu o placar e confirmou a superioridade catalã.

Mesmo pressionado, o Real Madrid conseguiu reagir com brilho individual. Nos minutos finais do primeiro tempo, Vini Jr. recebeu pela esquerda, passou por três marcadores e finalizou com precisão para empatar. O gol encerrou um jejum de 15 partidas sem marcar, o maior do atacante brasileiro desde que foi contratado pelo clube espanhol.

A igualdade, porém, durou pouco. Em falha coletiva da defesa merengue, Lewandowski aproveitou passe preciso de Pedri e recolocou o Barcelona em vantagem. Ainda nos acréscimos, o time catalão voltou a sofrer com seu problema crônico no sistema defensivo, e Gonzalo García apareceu bem para empatar novamente a partida, fechando um primeiro tempo eletrizante.

Na etapa final, o Real Madrid até iniciou melhor e criou uma grande oportunidade com Rodrygo, mas o Barcelona foi mais eficiente. Aos 27 minutos, Ferrán Torres tabelou com Dani Olmo, a bola sobrou para Raphinha, que finalizou com o pé direito. O chute desviou em Asencio e matou o goleiro Courtois, garantindo o segundo gol do brasileiro e o título catalão.

Em desvantagem, Xabi Alonso lançou Mbappé, que começou no banco após ficar fora da semifinal por conta de uma entorse no joelho esquerdo. Mesmo com a entrada do francês, o Real não conseguiu sustentar uma pressão consistente, e o Barcelona administrou o resultado até o apito final, apesar de perder Frenkie de Jong, expulso nos acréscimos.

Estadão Conteudo

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