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Vereador de Aripuanã enfrenta pedido de expulsão por ataques a prefeita

​O cenário político de Aripuanã atravessa um momento de alta tensão institucional. O vereador Professor Luciano Demazzi (União Brasil) está no centro de uma polêmica que extrapolou as divisas do município, sendo agora alvo de um pedido formal de expulsão de seu partido por suposta violência política de gênero contra a prefeita Seluir Peixer Reghin, também correligionária.

O Eixo do Conflito

A crise foi deflagrada por postagens nas redes sociais onde Demazzi teria disparado ataques pessoais contra a gestora. O conteúdo, segundo denunciado, envolveria insinuações sobre a fidelidade conjugal da prefeita e associações de sua imagem a terceiros acusados de crimes graves. Para a deputada federal Gisela Simona, presidente da ala feminina do União Brasil, as publicações não são críticas administrativas, mas sim tentativas de “diminuir a prefeita na condição de mulher”, configurando conduta machista e misógina.

Reações e Repúdio

A repercussão uniu lideranças femininas de diferentes espectros. A deputada federal e Procuradora da Mulher, Coronel Fernanda (PL), emitiu nota oficial de repúdio, enfatizando que a divergência democrática não autoriza ofensas à honra. “Ataques caluniosos e difamatórios não podem ser normalizados”, pontuou a procuradora.

A Defesa de Demazzi: Contra-ataque e Ruptura Partidária

Em resposta, o vereador Luciano Demazzi utilizou suas redes para contestar as acusações de Gisela Simona. O parlamentar sustenta que sua postura é estritamente fiscalizatória e que está sendo alvo de perseguição por cobrar transparência em obras e gastos públicos.

​Demazzi alega que a prefeita foi a primeira a ingressar na esfera pessoal em processos judiciais, citando seu casamento e relacionamentos. O vereador declarou publicamente sua intenção de deixar o União Brasil, afirmando não querer integrar uma legenda que, em sua visão, compactua com ameaças à sua prerrogativa de vereador.

Próximos Passos na Esfera Federal

A disputa promete novos capítulos em Brasília. O vereador anunciou que levará o caso à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e ao Ministério da Justiça, alegando sofrer represálias por sua atuação legislativa. Simultaneamente, o pedido de sua expulsão tramita internamente no partido, podendo redefinir as forças políticas na Câmara de Aripuanã para as próximas janelas partidárias.

Lucas Bellinello

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