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Queda de braço entre fabricantes é antiga

No início do ano, a Anfavea, associação que representa fabricantes instaladas no País, e 19 centrais sindicais defenderam a não renovação do incentivo à importação de kits CKD e SKD – encerrado no dia 31 de janeiro. As alíquotas, que estavam zeradas, subiram para 35% no mês passado.

Juntaram-se à Anfavea a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e federações industriais dos Estados de São Paulo (Fiesp), de Minas Gerais (Fiemg) e do Rio (Firjan).

De acordo com o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o setor remunera o dobro da média da indústria de transformação e exige uma qualificação técnica que desapareceria em um cenário de “industrialização de fachada”.

“A adesão inequívoca de todos os sindicatos e centrais que representam o chão de fábrica é uma sinalização do quanto a simples montagem de veículos importados pode afetar empregos em toda a cadeia automotiva brasileira, com enormes impactos econômicos e sociais para o País”, ressaltou Calvet, à época.

Queda de braço

A batalha entre montadoras que estão há mais tempo no País e as chinesas não é recente. No ano passado, fabricantes como Volkswagen, General Motors, Toyota e Stellantis divulgaram carta contra o pedido da BYD de redução das tarifas de importação de kits semidesmontados e montados. “Seria uma forte involução, que em nada contribuiria para o nível tecnológico de nossa indústria, para a inovação ou para a engenharia nacional”, dizia a carta conjunta enviada ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A BYD rebateu. Em réplica, chamou as montadoras tradicionais de “dinossauros”, e acrescentou que, “por décadas”, os consumidores foram obrigados a pagar caro por tecnologia velha e design preguiçoso”.

A isenção, contudo, não contemplava apenas a BYD. A princípio, Audi, BMW, BYD, Caoa Chery, GAC, GWM, Honda, Hyundai, Jaguar Land Rover, Kia, Mercedes-Benz, Omoda & Jaecoo, Porsche, Renault, Toyota e Volvo também poderiam obter vantagens por meio da cota temporária.

General Motors e GWM optaram por caminhos distintos: enquanto a primeira não utilizou as vantagens da desoneração para a montagem de kits SKD do elétrico Spark, a GWM estruturou sua operação brasileira focada na montagem peça por peça.

Estadão Conteudo

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