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Quarteto pega 103 anos de cadeia por tortura e execução durante “salve” contra rival de facção em MT

Quatro integrantes de uma facção criminosa foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Guiratinga, a cerca de 330 km de Cuiabá, por crimes de homicídio qualificado, tortura mediante sequestro e participação em organização criminosa armada. As penas, somadas, chegam a 103 anos, três meses e 12 dias de reclusão, todas em regime fechado. O julgamento ocorreu na quarta-feira (25).

De acordo com a sentença, Ronny Dourado Tavares foi condenado a 29 anos, três meses e 20 dias de prisão. Lucas Vinícius Conceição Campos recebeu pena de 27 anos e 11 meses, enquanto Jonatam Jeam Nunes Rodrigues foi sentenciado a 24 anos, 11 meses e 22 dias. Já Éric Figueiredo Araújo foi condenado a 21 anos e um mês de reclusão.

Segundo denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o crime ocorreu em 17 de novembro de 2024 e teve como vítima Cidiclei Pereira Pinheiro. Ele teria sido sequestrado pelos acusados sob a alegação de ter descumprido regras impostas pela facção criminosa à qual os réus pertenciam.

A investigação apontou que a vítima foi levada a uma residência no bairro Areão, onde sofreu agressões físicas intensas. Com mãos e pés amarrados, ela foi submetida a uma série de violências em um contexto de tortura, prática conhecida como “salve” no meio criminoso. Após as agressões, os acusados transportaram a vítima até uma área de mata na estrada da Taboca.

No local, ainda com as mãos amarradas e o rosto coberto, a vítima foi executada com disparos de arma de fogo. Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria e materialidade dos crimes, acolhendo as teses do Ministério Público. O juiz presidente do júri determinou o início imediato do cumprimento das penas impostas aos condenados.

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