Foto: Ahmad Jarrah / Circuito MT
“Pedro, onde você vai eu também vou”. Assim como o trecho da música “Meu Amigo Pedro”, de Raul Seixas, muitos prefeitos mato-grossenses devem seguir o governador Pedro Taques, e se filiar ao PSDB. Porém, este número ainda é incerto. Segundo o presidente estadual da sigla, deputado federal Nilson Leitão, a Executiva deve montar uma comissão especial para nesta semana avaliar os nomes de todas as lideranças políticas que podem vir a fazer parte do quadro de filiados da legenda.
“Nós vamos sentar, com muita tranquilidade. Não estamos preocupados com quantidade, mas sim na qualidade. É normal quando um governador troca de partido, muita gente acompanha-lo. O que queremos é poder trazer aqueles prefeitos que tenham o perfil do PSDB”, ressaltou Leitão.
Na semana em que anunciou sua ida para o PSDB, o governador Taques afirmou ter recebido diversas ligações de prefeitos que declararam a vontade de acompanha-lo. A filiação do chefe do Executivo deve ter grandes impactos nas eleições municipais do ano que vem.
"É fato que temos vários prefeitos, vereadores e deputados que querem nos acompanhar. Isso é natural e não aconteceu só comigo, também aconteceu com o governador Dante de Oliveira, quando saiu do PDT foi para o PSDB, com o governador Maggi, quando saiu do PPS e foi para o PR. Se vai acontecer isso em razão da minha mudança, eu não sei, mas é normal que aconteça. Hoje eu recebi umas dez ligações de prefeitos dizendo que querem nos acompanhar. Agora, eu não sei quantos. Vai ser ‘a ufa’ de prefeitos’”, declarou o governador no dia 19 de agosto.
Segundo Leitão, a migração partidária de prefeitos de Mato Grosso já estava sendo discutida e conversada antes da confirmação da decisão do governador.
“Mesmo antes da filiação do Pedro Taques, já havia a expectativa da vinda de sete a oito prefeitos. Com a vinda do governador, é claro que esse número vai extrapolar, temos que ter muito cuidado. Muitos querendo vir, outros sendo convidados. Então, devemos criar um critério, pois existem conflitos locais. Às vezes temos um bom prefeito que quer vir, mas talvez a base do governo tenha uma liderança própria. Temos que respeitar as lideranças locais, também”, concluiu o tucano.
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