A produção mato-grossense de biodiesel subiu 15%, apontam dados do setor referentes a 2025. No período, as indústrias do estado produziram cerca de 2,3 bilhões de litros do biocombustível, consolidando Mato Grosso como o segundo maior produtor do país, segundo informações da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene em Mato Grosso (Unibio MT).
Apesar do crescimento, o setor ainda opera abaixo da capacidade instalada. Mato Grosso possui autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para produzir até 3,6 bilhões de litros por ano, o que significa que apenas 64% da capacidade foi utilizada em 2025.
A expectativa da entidade é que o estado assuma a liderança nacional já em 2026, ultrapassando o Rio Grande do Sul, atual primeiro colocado. De acordo com o presidente do Unibio MT, Henrique Mazzardo, ainda há cerca de 35% de capacidade ociosa, o que abre espaço para expansão da produção com mais incentivos e apoio governamental. Segundo ele, o volume produzido em 2025 representa aproximadamente R$ 14 bilhões em vendas.
Atualmente, Mato Grosso conta com 16 usinas autorizadas a operar, que geram cerca de 1,2 mil empregos diretos. No entanto, o impacto econômico é ainda maior, já que para cada vaga direta são criados 91 empregos indiretos e 200 empregos induzidos, segundo análise do Observatório de Mato Grosso.
A principal matéria-prima utilizada na produção é a soja, responsável por quase 73,8% do total, seguida por outros materiais graxos, gordura bovina, além de gordura de frango, gordura suína e óleo de algodão. Além de fortalecer a cadeia produtiva, o biodiesel também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a ampliação da matriz energética renovável no país.


