A Procuradoria Regional Eleitoral, concedeu deu parecer favorável ao registro de candidatura do deputado estadual Mauro Savi (DEM). O documento foi publicado na quarta-feira (12). Uma semana após deixar o Centro de Custódia da Capital (CC), a Executiva do Democratas em Mato Grosso aprovou o envio do pedido de candidatura do deputado à Justiça Eleitoral. Caberá ao Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aceitar ou não o pedido de registro de candidatura do deputado.
Em seu parecer, a procuradora eleitoral, Cristina Nascimento de Melo afirmou que Mauro Savi encontra-se elegível. “O Ministério Público Federal, por intermédio da Procuradoria Regional Eleitoral, após a devida análise do pedido de registro de candidatura em epígrafe e constatada a sua regularidade, com a presença das condições de elegibilidade e ausência de condições de inelegibilidade, manifesta-se pelo seu deferimento”. Outro trecho diz "O Ministério Público Federal, […] após a devida análise do pedido de registro de candidatura em epígrafe e constatada a sua regularidade […] manifesta-se pelo seu deferimento".
Mauro Savi é réu na ação penal derivada da Operação Bereré, ficou preso por três meses, e mesmo assim almeja a reeleição na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O deputado foi preso no dia 9 de maio, durante a segunda fase da operação, mas foi solto no dia 22 de agosto por decisão do Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
A operação apura um esquema de fraude, desvio e lavagem de dinheiro no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), na ordem de R$ 30 milhões. O esquema operou de 2009 a 2015, segundo o Ministério Público Estadual (MPE).
Operação Bereré
A Operação Bereré investiga repassados pelas financeiras à EIG Mercados que mantinha contrato com o Detran. Denuncias apontam que esses repasses retornava como propina a políticos e empresários. Os fatos vieram à tona a partir da colaboração premiada de Teodoro Moreira Lopes, o “Doia” (indicado por Mauro Savi para a presidência do Detran-MT).
O deputado é apontado como um dos líderes e maiores beneficiários do esquema. Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) savi teria exigido R$ 1 milhão dos sócios da EIG, em 2014, para aceitar encerrar as negociações ilícitas.
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