Profissional afirma que reteve os veículos como garantia para forçar o pagamento de dívida
O mecânico conduzido à delegacia pela Polícia Militar após ser flagrado com quatro veículos da Prefeitura de Diamantino, em Várzea Grande, apresentou sua defesa e acusou a gestão municipal de calote. Suspeito de apropriação indébita, ele afirma que os carros foram retidos intencionalmente como garantia de pagamento por serviços de manutenção que nunca foram quitados. A cobrança, inclusive, já foi judicializada.
O caso ganhou repercussão na última quarta-feira (8), quando a PM recebeu uma denúncia sobre o paradeiro irregular da frota oficial. Durante as buscas, os policiais encontraram uma Chevrolet Spin na oficina do suspeito e, após o interrogatório, chegaram aos demais automóveis.
“Ficaram só enrolando”
Em entrevista ao programa Cadeia Neles (TV Vila Real), o mecânico explicou que os veículos foram deixados para orçamento. Dois deles — a Spin e um Fiat Mobi — tiveram os consertos autorizados, mas o dinheiro nunca caiu na conta.
“Foram feitos os consertos, não pagaram nada, desde o começo de 2024 para 2025 e ficaram só enrolando. Eles já foram lá na oficina várias vezes tentando pegar os carros sem identificação, sem pagar, querendo na pressão. Aí entrei com advogado para assinarem uma confissão de dívida, mas nunca fizeram isso”, relatou o investigado.
Ele argumenta que a retenção dos bens foi a única alternativa que encontrou para não sair no prejuízo enquanto aguarda o desenrolar do processo judicial.
Espalhados por Várzea Grande
Como a oficina não tinha espaço suficiente para abrigar toda a frota retida, o mecânico espalhou os carros em endereços de conhecidos. A operação da Polícia Militar localizou:
- Chevrolet Spin: na oficina do mecânico;
- Fiat Mobi: em uma residência no bairro Eldorado;
- Van Mercedes-Benz: guardada em uma garagem particular;
- Segundo Fiat Mobi: interceptado em movimento na Avenida Alzira Santana.
Sobre o último veículo, o mecânico alegou que o carro estava sendo levado até ele por um rapaz quando ocorreu a abordagem, o que gerou a suspeita inicial de receptação por parte da PM.
Após prestar depoimento na Delegacia da Polícia Civil e apresentar sua versão sobre a disputa financeira com a prefeitura, o profissional foi liberado. O caso segue sob investigação.


