Política

Presidente e relator são escolhidos, mas CPI ainda está incompleta

Após alguns dias de discussões e movimentações no parlamento mato-grossense, os deputados decidiram que Zé Domingos Fraga (PSD) será o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigará o pagamento irregular de cartas de crédito por membros do Ministério Público Estadual (MPE). A relatoria deve ficar para Leonardo Leonardo Albuquerque (PDT).

Apesar das indicações o colegiado constituído para formar a CPI deve ficar travada até o ano que vem, conforme informou a assessoria de imprensa da Casa. Isso porque o recesso da Assembleia inicia em 18 de dezembro e  já estão em funcionamento as CPIs das Obras da Copa, da Renúncia e Sonegação Fiscal e das OSS.

 Apesar do imbróglio, deputados como Wilson Santos (PSDB), Zé do Pátio (SD) e Oscar Bezerra (PSB) devem compor a comissão. Apenas Zeca Viana (PDT) não assinou a lista para definição de investigações contra o MPE.

Entenda 

Segundo denúncias R$ 10 milhões em cartas de crédito teriam sido pagas irregularmente para promotores e procuradores do Ministério Público Estadual (MPE). Importante ressaltar que a ideia da criação da CPI surgiu após declarações do ex-secretário de fazenda, Éder Moraes, durante audiência da CPI das obras da Copa. 

A criação da CPI foi aprovada no dia 17 de novembro com assinatura de 23 dos 24 deputados. De acordo com relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), há 45 cartas de crédito sob suspeita, destas 29 foram assinadas por Paulo Prado chegando ao valor de R$ 6,7 milhões. Existem também outros 16 documentos que foram emitidos na gestão de Marcelo Ferra, totalizando R$ 3,6 milhões. As cartas do MPE começaram a ser alvo de investigações após uma lista uma lista de beneficiários ser apreendida na Operação Ararath, em 2014.

Redação

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Reportagens realizada pelos colaboradores, em conjunto, ou com assessorias de imprensa.

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