Foto: Secom Câmara / Otmar Ferreira
O presidente da associação de moradores do bairro Jardim Renascer, em Cuiabá, José Carlos da Silva, protocolou na tarde desta segunda-feira (17) um pedido de cassação do vereador Marcrean Santos (PRTB) na Câmara Municipal. O líder comunitário acusa o parlamentar de tê-lo agredido no último sábado (15).
Na sessão ordinária da manhã desta terça-feira (18), os moradores da região lotaram as galerias do Palácio Paschoal Moreira Cabral. Em sua maioria, condenavam a atitude do parlamentar, porém, Marcrean teve o apoio de alguns.
“A indignação dos moradores nos motivou a protocolar esse documento, pedindo a cassação, pois os formuladores de lei tem que ser o exemplo perante a população. Se for necessário, nós vamos reunir toda a comunidade para que tenha uma resposta mais rápida”, afirmou o líder comunitário.
Segundo o presidente da Mesa Diretora, vereador Júlio Pinheiro (PTB), o pedido de cassação foi enviado para a assessoria jurídica da casa, que no prazo de 15 dias deve apresentar um parecer favorável ou não.
“Acatamos o pedido protocolado em desfavor do vereador Marcrean, encaminhados para análise e emissão de um parecer. Somente a partir daí que será dado um encaminhamento a este requerimento”, explica o petebista.
O parecer pode ser pelo arquivamento do pedido, bem como pode sugerir que o mesmo seja encaminhado apara averiguação da Comissão de Ética. Além disso, também pode concordar com o pedido de cassação do parlamentar.
Se isso ocorrer, será instaurado uma Comissão Processante para conduzir o processo. Esta será formada por meio de sorteio. Vale ressaltar que, qualquer que seja o encaminhamento indicado pela Procuradoria, o parecer deve ser apreciado e votado em plenário.
O vereador Marcrean Santos não compareceu a sessão desta terça-feira e também não foi encontrado em seu gabinete na Câmara Municipal. O Circuito Mato Grosso tentou contato por telefone, porém até o fechamento da matéria não conseguimos falar com o parlamentar.
Entenda o caso
O presidente de bairro relatou que a confusão que culminou na agressão física começou quando servidores da Prefeitura, que estavam realizando a limpeza do bairro, jogavam aterro em uma margem do Córrego do Barbado, localizado na divisa dos bairros Jd. Renascer e Pedregal.
Após ter conhecimento do ocorrido, o vereador e seu assessor, Elton Araújo, apareceram no local e começaram a tirar fotos. Foi quando José Carlos foi ao encontro dos dois, questionar o motivo de estarem ali.
“Lá tem uma erosão entre o Renascer e o Pedregal. Autorizei a Prefeitura jogar o aterro no local. Ele [Marcrean], tentando me incriminar por crime ambiental, foi até o local tirar as fotos. Eu, tranquilamente fui até lá e perguntei o porquê ele estava fazendo isso e expliquei o que tinha acontecido”, relatou José Carlos.
As agressões teriam começado quando o presidente questionou sobre um terreno de propriedade do vereador.
"Ele construiu parte do muro dele sobre o terreno de outro vizinho, o seu Jair. Então eu disse que seria melhor ele resolver isso do que ficar discutindo. Foi quando ele partiu pra cima de mim e me deu um soco no olho esquerdo. Daí o Elton me empurrou e começou a me agredir e quando ele estava me agredindo o vereador veio e me deu outro soco que pegou na minha orelha”, afirmou.
Após as agressões, o vereador teria saído às pressas em seu veículo, deixando no local apenas o seu assessor. Além do boletim de ocorrência e o pedido de cassação, José Carlos fez exame de corpo delito de afirmou ter procurado o Ministério Público.
“Pedimos que os vereadores deem foco a esta situação, queremos justiça para que não aconteça novamente”, concluiu José Carlos.
Atualizada às 12h30min


