Cidades

População em vulnerabilidade social recebe atendimento médico

Fotos: Ahmad Jarrah / Circuito MT

Na última semana, a Prefeitura de Cuiabá entregou um novo veículo tipo van aos profissionais que atuam no ‘Consultório na Rua’, um programa do Governo Federal em parceria com a Prefeitura de Cuiabá que leva atendimento médico até a população em vulnerabilidade social. O Ministério da Saúde deve repassar para a Prefeitura R$ 35,2 mil para ajudar no custeio. 

A equipe composta por oito pessoas trabalha no acolhimento humanizado de pessoas em situação de rua, que ficam alheios das políticas públicas. Reiniciado em março deste ano, o trabalho até então era executado em um veículo inadequado. A equipe multidisciplinar é composta por uma médica, enfermeira, assistente social, psicóloga, técnica bucal, técnica de enfermagem, redutor de danos e motorista. Ainda foi feito um mapeamento dos pontos de maior concentração dessa população na cidade, o que apontou a necessidade de que se tenha pelo menos quatro equipes atuando na capital, sendo uma em cada região.

Por enquanto, a equipe ligada à Secretaria Municipal de Saúde foca os atendimentos nas áreas centrais da capital, no bairro Alvorada (próximo ao Terminal Rodoviário), bairros Jardim Leblon e Porto, região do Ginásio Verdinho (CPA) e na Praça Alencastro (Centro).

“Ao contrário do que nós esperávamos, eles são bem receptivos. Quando chegamos com a van, eles nos recebem muito bem”, contou a responsável pelo programa, a assistente social Vera Lúcia Ferreira.

Segundo a assistente social, é praticamente impossível totalizar o número da população em situação de rua na capital. Porém, ao analisar os dados dos atendimentos realizados nos Creas e albergues, chega-se à mensuração do perfil deste grupo: maioria do sexo masculino, na faixa etária dos 40 anos de idade.

A responsável pelo programa relata que além dos casos de dependência química, a equipe encontra muitas pessoas com a saúde debilitada.

“O que mais tratamos são pessoas soropositivas, com tuberculose, muitos casos de anemia – por conta da má qualidade da água e fragilidade de alimentação, infecções, escoriações”, detalhou a assistente social.

A equipe do Consultório na Rua realiza os primeiros atendimentos a estas pessoas. Em casos mais graves, que necessite de um tratamento médico, a população atendida é levada para as unidades de saúde da capital.

“O encaminhamento é quando eles nos solicitam ou quando algum cidadão está com a saúde já debilitada nós encaminhamos para as unidades de saúde. Nós temos os PSF’s (Programa de Saúde da Família), temos a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e vai de acordo com a necessidade. Nos casos que envolvem o social, encaminhamos para a Secretaria de Assistência Social”, explicou Vera.

Redação

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