O trabalho silencioso e técnico da Gerência Regional da Politec em Cáceres trouxe, nesta quarta-feira (25), uma resposta definitiva a um caso de desaparecimento que angustiava a região. O corpo de um jovem, encontrado em avançado estado de decomposição nas proximidades do Cemitério do Bairro Junco, foi identificado como sendo de João Vitor Oliveira do Nascimento, de 18 anos.
A Engenharia da Identificação: A Técnica da “Luva”
Em casos de putrefação avançada, a pele humana sofre um processo de desprendimento. Para superar esse obstáculo, os papiloscopistas utilizaram a técnica da recuperação da luva epidérmica.
“Fizemos a retirada da luva epidérmica com tratamento em ácido acético. Após isso, vestimos a luva sobre o polegar direito, entintamos e destacamos em papel para o confronto”, explicou o papiloscopista Givanildo.
Cronologia e Processo
| Etapa | Detalhes |
| Desaparecimento | 16 de março de 2026. |
| Localização | 24 de março de 2026 (terça-feira), Bairro Junco. |
| Procedimento | Recuperação da membrana superficial e tratamento químico. |
| Confronto | Comparação com banco de dados de prontuários civis da Politec. |
| Tempo de Resposta | Aproximadamente 1 hora e 30 minutos após a coleta. |
O Valor do Banco de Dados
A velocidade da identificação — apenas uma hora e meia — só foi possível graças à integração entre a técnica manual qualificada e o robusto banco de dados de prontuários civis da Politec. Esse sistema permite que a “assinatura biológica” capturada no necrotério seja cruzada instantaneamente com os registros emitidos em vida (como o RG), eliminando dúvidas e garantindo segurança jurídica ao processo.
Após a conclusão da necropsia e a confirmação técnica da identidade, o corpo de João Vitor foi liberado para que seus familiares pudessem realizar os ritos fúnebres. O caso agora segue sob investigação das autoridades policiais para determinar as causas e circunstâncias da morte.


