A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (2), o sexto envolvido na morte do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O suspeito se apresentou na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde teve o mandado de prisão cumprido. Ele é apontado como um dos participantes das agressões que resultaram na morte da vítima.
O crime ocorreu no dia 22 de novembro de 2025, no bairro Marajoara, e teria sido motivado por uma discussão anterior durante uma confraternização na casa de terceiros. Conforme a investigação, após o desentendimento, um grupo foi até a residência onde José Arlindo estava e o chamou no portão.
No local, o policial penal foi atingido por disparos de arma de fogo e sofreu agressões físicas, incluindo socos, chutes e golpes na cabeça. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Durante a confusão, uma das pessoas envolvidas nas agressões foi baleada pela própria vítima, que agiu em legítima defesa.
Segundo a Polícia Civil, o homem preso nesta segunda-feira, além de ter participado do espancamento, também foi quem prestou socorro ao ferido atingido pelos disparos. Esse segundo homem chegou a ser encaminhado para atendimento, mas também não resistiu e morreu.
As prisões fazem parte da Operação Contragolpe, deflagrada pela DHPP. A primeira fase ocorreu em 17 de dezembro, com o cumprimento de três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão. Com o avanço das investigações, outros dois suspeitos foram identificados e presos em 29 de janeiro, nos bairros Jardim Costa Verde e Jardim Marajoara, ambos em Várzea Grande.

