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Polícia fará nova reconstituição da morte de zelador

 
No litoral nesta segunda-feira, a Polícia Civil fará uma nova reconstituição do caso. Os investigadores querem saber se a mulher do publicitário, Ieda Cristina Martins, ajudou o marido. Ambos estão presos.Uma reconstituição já foi realizada na semana passada no prédio onde Jezi desapareceu. Os policiais procuraram manchas de sangue no apartamento. Eduardo Martins foi flagrado pelas câmeras de segurança saindo com malas do prédio.
 
Ieda Cristina Martins foi detida inicialmente, mas liberada dias depois. No dia 9, voltou a ser presa quando prestava depoimento em uma delegacia em São Paulo. Policiais do Rio de Janeiro chegaram ao DP com uma ordem de prisão temporária. Ela é suspeita de participar da morte do empresário José Jair Farias, em 2005, que à época era seu marido.
 
A advogada também é investigada por ter supostamente ajudado o publicitário Eduardo Martins a matar e a esconder o corpo de Jezi Lopes. A polícia descobriu que ela comprou fita adesiva que poderia ter sido usado para amarrar o zelador. Ieda afirma que fez compras de papelaria para o material escolar do filho. Ela nega participação nos crimes.
 
Arma
No crime cometido no Rio, as principais provas contra a advogada e o publicitário são um cano de pistola 380, silenciador e munição encontrados pelos policiais no apartamento dela e do marido.Segundo a polícia, o empresário carioca foi morto com uma arma do mesmo calibre e, até hoje, a morte dele não foi solucionada. Os delegados que investigam os dois assassinatos vão decidir se Ieda será transferida para o Rio ou ficará presa em São Paulo.A previsão é que ela fique pelo menos até quinta-feira (12) na capital para ser indiciada pela morte do zelador por fraude processual, ocultação de cadáver e porte de arma.
 
Prisão temporária de 30 dias
A prisão temporária de 30 dias foi decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no sábado (7). Segundo nota divulgada pelo Tribunal, o juiz José Nilo Ferreira avalia que a "liberdade para qualquer dos dois viria acarretar manifesto prejuízo para a instrução criminal e possível aplicação da Lei".
 
"Observa-se que, pela simples leitura dos autos e da representação, a autoridade policial está concretamente desempenhando seu papel com afinco, daí porque a pretensão merece ser acolhida no sentido de que efetivamente o trabalho da autoridade policial possa ser ultimado e por fim ultimada também a prestação jurisdicional, seja qual for o resultado, condenando-se ou absolvendo-se", afirmou o magistrado.
 
G1

Redação

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