A célula de uma facção criminosa envolvida no assassinato de uma adolescente de 16 anos foi alvo da Operação Proditio, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso na manhã desta sexta-feira (16.1). A ação resultou no cumprimento de 21 ordens judiciais relacionadas aos crimes de tortura, homicídio e ocultação de cadáver ocorridos em outubro, no município de Araputanga (377 km de Cuiabá).
Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva, três mandados de internação provisória, sete mandados de busca e apreensão e sete determinações de quebra de sigilo de dados telemáticos. As ordens judiciais foram autorizadas pela Vara Única de Araputanga, com base nas investigações conduzidas pela Polícia Civil, e são cumpridas nas cidades de Araputanga e Jauru.
Participam da operação equipes da Delegacia de Polícia de Araputanga e da Regional de Cáceres. Entre os alvos estão integrantes apontados como responsáveis por funções específicas dentro da facção, incluindo coordenação de atividades criminosas e aplicação de punições internas impostas pelo grupo na região.
De acordo com as investigações, a adolescente Emily Carolaine Roman de Oliveira foi atraída para uma residência no bairro Jardim Village, onde foi submetida a um julgamento ilegal promovido pela facção. A vítima foi mantida em cárcere e sofreu agressões que culminaram em sua morte. O corpo foi localizado dois dias depois, às margens do Rio Bugres.
Laudos periciais confirmaram que a causa da morte foi asfixia, além de apontarem sinais compatíveis com tortura e violência. As apurações também indicaram que o crime foi registrado em vídeos compartilhados entre integrantes da facção, evidenciando o grau de organização e a crueldade da ação criminosa.
Segundo o delegado Cleber Emanuel Neves, responsável pelo caso, a operação representa um golpe significativo na estrutura da facção em Araputanga. Ele destacou que as medidas cautelares visam não apenas responsabilizar os envolvidos no homicídio qualificado, mas também desarticular a hierarquia local do grupo criminoso. As investigações continuam para aprofundar a apuração dos fatos e identificar outros possíveis envolvidos.

