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Polícia Civil mira o “cérebro financeiro” do tráfico em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso desferiu, nesta terça-feira (24.3), um golpe estrutural nas engrenagens de uma facção criminosa que dominava o tráfico de drogas na região Norte. A Operação Codinome Fantasma III, executada pela Draco de Sinop, marca um amadurecimento tático: em vez de focar apenas no entorpecente, o Estado avançou sobre o patrimônio. Foram mais de R$ 10 milhões em bens retirados de circulação, incluindo imóveis de luxo, veículos e contas bancárias.

O “Farol” contra a Escuridão

A operação está inserida no planejamento estratégico da Operação Pharus (do latim, Farol), parte do programa Tolerância Zero. O objetivo é claro: identificar e expor as rotas de lavagem de dinheiro que permitem que as facções se mantenham influentes mesmo após prisões pontuais.

Raio-X das Apreensões e Abrangência

CategoriaDetalhes da Operação
Bloqueios Bancários30 contas de pessoas físicas e jurídicas.
Imóveis Sequestrados09 propriedades (fruto direto de lavagem de capitais).
VeículosCarros de passeio e veículos de carga de alto valor.
Empresas04 pessoas jurídicas com atividades suspensas.
Cidades AtendidasSinop, Cuiabá, Várzea Grande, Anápolis (GO) e Barra de São Francisco (ES).

O Peso da Renorcrim

Um diferencial desta fase é a integração via Renorcrim (Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas). Sob coordenação do Ministério da Justiça, a rede permitiu que a Polícia Civil de Mato Grosso cumprisse mandados em Goiás e no Espírito Santo simultaneamente. Essa cooperação interestadual é vital para combater a “migração de capitais”, onde criminosos investem o lucro do tráfico em estados distantes para tentar despistar a fiscalização.

Dano Direto ao Crime

Segundo o delegado José Getúlio Daniel, a soma dos prejuízos causados à facção apenas neste mês de março — entre drogas interceptadas na fronteira e bens sequestrados hoje — ultrapassa os R$ 35 milhões. “Não basta prender o gerente; é preciso tomar a casa, o caminhão e a empresa que ele usa para lavar o dinheiro do vício”, pontuou o delegado.

A terceira fase da “Codinome Fantasma” envia um recado nítido à alta cúpula do crime: o Estado agora possui as ferramentas financeiras necessárias para transformar o império das facções em um “fantasma” do passado.

Lucas Bellinello

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